cinto-de-segurana

Após a morte do Cristiano Araújo e sua namorada em um acidente de carro, na última quarta-feira (24), em Goiás, a questão da importância do uso do cinto de segurança ganhou destaque. Embora seja obrigatória a utilização do recurso no Brasil, um estudo da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), aponta que o uso dos cintos nos bancos traseiros em algumas cidades do interior paulista é pouco comum, chegando a um percentual de mais de 60% dos veículos circulando com passageiros traseiros sem cinto.

Além de estarem desprotegidos, os passageiros de trás que não utilizam cinto podem provocar sérios riscos aos ocupantes da frente. Vale frisar que a a responsabilidade pelo uso do cinto de segurança nos bancos traseiros é do condutor do veículo. A não utilização é considerada infração grave, sujeita a multa de R$ 127,69, além de somar 5 pontos à carteira de motorista.

Confira abaixo os esclarecimentos sobre a não utilização do cinto, segundo oCesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária).

  • Em caso de batida a 50 km/h, um adolescente de 50 kg que esteja no banco traseiro pode ser arremessado na direção dos bancos dianteiros com um peso aproximado de 1,25 tonelada;
  • Com esse arremesso, pode haver esmagamento dos passageiros da frente contra seus próprios cintos de segurança, que travarão no momento da batida;
  • Objetos soltos nos bancos traseiros também provocam o mesmo risco aos ocupantes da frente. Deixe-os no assoalho do carro, no porta-malas ou em porta-objetos apropriados;
  • O transporte de animais nos bancos traseiros também não é recomendado. Além de haver o risco de distração do motorista devido à movimentação do animal, pode haver risco aos ocupantes dos bancos dianteiros em caso de batida;
  • O uso de objetos que afrouxam o cinto de segurança, como presilhas, também é proibido, além de aumentar o risco de ferimentos graves.

Veja também como transportar o seu animal de estimação de maneira segura e evitar multa: