_MG_4989

Na última semana, a Mercedes-Benz realizou no autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP), o AMG Week, um evento dedicado para a apresentação de sua linha de esportivos a concessionários, imprensa e potenciais clientes. Além de realizar o teste-drive dos atuais modelos preparados pela divisão de alto desempenho, a marca promoveu o lançamento dos novos C63 S, S63 Coupé e do superesportivo AMG GT S (substituto do emblemático SLS) no Brasil.

Embora o cenário do mercado brasileiro não tenha sido dos mais favoráveis durante os primeiros quatro meses de 2015 (queda de 18% nas vendas de automóveis em comparação com o mesmo período de 2014), os segmentos de veículos de luxo têm mostrado um crescimento expressivo nos últimos anos. A Mercedes-Benz, por exemplo, registrou um recorde de vendas de modelos da linha AMG no ano passado (504 carros comercializados no país) e mostra otimismo para superar esse número em aproximadamente 30% ainda em 2015.

Para isso, a marca da estrela de três pontas não aposta apenas na oferta de novas motorizações e tecnologias para atingir esse objetivo, mas também em condições de compra mais favoráveis a seus clientes. Os três lançamentos citados anteriormente chegam com o preço em dólar subsidiado a R$ 2,60 (confira abaixo os valores convertidos para real).

C63 S AMG: US$ 209.900 (R$ 545.740)

AMG GT S: US$ 329.900 (R$ 857.740)

S63 AMG Coupé: US$ 346.900 (R$ 901.940)

 

Motor V8 aspirado dá lugar a V8 biturbo

A nova geração do C63 AMG acompanhou todas as alterações estilísticas das versões convencionais, exceto pelo para-choque com entradas de ar maiores, além das rodas de 19 polegadas e detalhes exclusivos da configuração esportiva. Sob o capô, o sedã deixou de ser equipado com o bloco de 6.2 litros V8 de 487 cv naturalmente aspirado para contar com um motor 4.0 V8 sobrealimentado com dois turbos. O novo propulsor gera 510 cv (de 5.500 a 6.250 rpm) e impressionantes 71,4 kgfm de torque entre 1.750 e 4.500 rpm. Toda essa força é gerenciada às rodas traseiras pela transmissão automatizada de sete marchas e dupla embreagem.

_MG_5131

Infelizmente, tivemos menos de uma volta para experimentar o C63 S AMG no traçado do Velo Città. Em aproximadamente dois minutos foi possível ficar com os sentidos à flor da pele devido o comportamento do que podemos chamar de “versão insana” do Classe C. Ao pisar fundo no acelerador na saída dos boxes, o sedã dá as boas-vindas ao condutor ao subir rapidamente o giro do motor e provocar a sensação de que o estômago está sendo pressionado contra a parede interna das costas. Conforme a velocidade aumenta, o câmbio praticamente engole as marchas e, antes das tomadas das curvas, realiza reduções bruscas seguidas de pipocos do escape. A Mercedes-Benz informa que o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4 segundos e atinge a velocidade máxima de 290 km/h (limitada eletronicamente).

Apesar de a suspensão ser bastante rígida, o C63 tem uma traseira que teima em escorregar nas curvas mais rápidas. Essa tendência que o sedã tem de “rabear” deixa a condução bastante divertida em pistas fechadas como a do teste-drive, mas pode assustar um motorista com menos experiência ao volante de esportivos.

_MG_6496

AMG GT S: um misto de insanidade com a precisão alemã

Para começar, o novo superesportivo da Mercedes-Benz é ainda mais bonito ao vivo do que pelas fotos. As formas da carroceria impressionam pela sutileza das linhas que remetem a antigos modelos de competição da marca – ainda mais na cor cinza fosco do carro testado. Debaixo do longo capô, o GT AMG S leva o mesmo câmbio e motor do C63 S AMG, porém, com “apenas” 66,3 kgfm de torque. O propulsor leva o cupê fabricado em alumínio da imobilidade aos 100 km/h em 3.8 segundos e à máxima acima dos 300 km/h, de acordo com marca alemã.

No caso do AMG GT S, o ronco e as respostas do motor são mais viscerais que no C63 S. A sinfonia do “vê-oitão” invade a cabine conforme o giro sobe e o carro ganha velocidade. Na aproximação das curvas, basta reduzir uma ou duas marchas na borboleta do lado esquerdo para o escape emitir uma rajada de pipocos e fazer o maior escândalo. Assim como no sedã, é grande a vontade de pisar fundo no acelerador antes mesmo de endireitar a trajetória, mas todo cuidado é pouco para não despejar todo o torque nas rodas traseiras e terminar o teste-drive com o carro atravessado na pista.

_MG_6642

Outro detalhe que impressiona no AMG GT S é a direção extremamente rápida e precisa. As respostas são imediatas e a frente do carro aponta de maneira praticamente telepática ao menor movimento do volante.

O C63 S AMG acompanha a nova tendência de atender novas exigências de redução de consumo e emissões, porém, continua sendo uma das referências entre os sedãs esportivos por manter o desempenho de tirar o fôlego e a sua dinâmica de carro de corrida com roupagem de rua. Já o AMG GT S mostra que tem potencial para incomodar rivais de peso como Porsche 911, Jaguar F-Type R, entre outros, e ainda entrar para a história como um dos melhores Mercedes-Benz já criados.

Teste-drive a convite da Mercedes-Benz