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Há quase 20 anos, durante o Salão de Frankfurt de 1995, a Audi atraía os holofotes da imprensa especializada ao revelar o conceito que antecipava a primeira geração do TT, produzida entre 1998 e 2006. O modelo causou impacto pelo desenho caracterizado pela silhueta em formato de arco, destacada pelos para-lamas alargados e que virou a marca registrada do cupê. Duas décadas depois de dar início a um de seus carros mais emblemáticos, a Audi lança no Brasil a terceira geração do TT, que chega nas versões Attraction (R$ 209.990) e Ambition (R$ 229.990).

Enquanto a configuração de entrada sai de fábrica com faróis de LED de 18 polegadas e rodas de 18 polegadas, a mais cara adiciona conjunto óptico bi-xenônio, sistema Audi Select (altera os parâmetros de condução do veículo) e rodas de aro 19.

Assim como o A3 e o Volkswagen Golf, o TT também é montado sobre a plataforma modular MQB. Junto com a carroceria confeccionada em aços de alta resistência e alumínio, a estrutura reduziu o peso do cupê em cerca de 50 quilos em comparação com a geração anterior. Além disso, o TT leva sob o capô uma versão atualizada do motor 2.0 TSFI, movido a gasolina, conhecido por equipar os Volkswagen Jetta (211 cv) e Golf GTI (220 cv). No entanto, o propulsor utiliza a injeção direta de combustível combinada com o sistema indireto para favorecer o consumo e o desempenho tanto em baixas como em altas rotações. Com isso, a potência subiu para 230 cv, enquanto o torque chega a ótimos 37,7 kgfm (disponíveis linearmente entre 1.600 e 4.300 rpm). A transmissão é a automatizada S Tronic de seis marchas e dupla embreagem.

Segundo os dados de fábrica, o TT acelera de 0 a 100 km/h em 5.9 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente).

 

Por fora, o TT manteve as características linhas arredondadas, porém, os detalhes da carroceria ficaram melhor definidos com a adoção de vincos e elementos angulosos. De acordo com a Audi, o desenho da frente do carro foi inspirado no superesportivo R8. Já a traseira é adornada por ponteiras duplas de escape e pelo pequeno aerofólio, que se abre automaticamente a partir de 120 km/h ou por meio de um botão no painel.

O interior do novo TT combina o refinamento que se espera de um carro dessa categoria (e preço). Minimalista, a cabine possui poucos botões e soluções interessantes em termos de estilo. Os comandos do ar-condicionado, por exemplo, estão alojados nas saídas centrais do painel. O acabamento é impecável e os bancos do tipo concha são revestidos com uma faixa de couro nas laterais e Alcantara, a camurça sintética cada vez mais utilizada pelas marcas premium em seus esportivos. No caso da versão Ambition há ainda o sistema de som da grife dinamarquesa Bang & Olufsen.

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Por se tratar de um cupê esportivo, o TT tem espaço restrito a dois ocupantes. O banco traseiro, meramente figurativo, mal acomoda uma cadeirinha infantil, embora possua ganchos de ancoragem Isofix. O porta-malas, no entanto, tem capacidade para 305 litros de bagagem.

Antes de entrar no TT, um “walk around” (vistoria que os pilotos fazem nos itens externos das aeronaves antes de dar início aos procedimentos de voo) para checar e admirar os detalhes estéticos do cupê. A analogia com a aviação é até válida uma vez que elementos do carro, como as saídas do ar-condicionado no formato de turbina, são inspirados nos aviões.

Ao abrir a porta sem moldura, é preciso um pouco de cuidado para não bater a cabeça no teto, que é bem baixo. A posição de dirigir, próxima do solo, é agradabilíssima, do tipo que deixa o motorista encaixado em um cockpit. Ao dar a partida no motor, o que chama a atenção é o painel digital que trocou os instrumentos tradicionais por uma tela de LCD de 12,3 polegadas (com resolução de 1.440 x 540 pixels). O sistema mostra o conta-giros à esquerda e o velocímetro à direita, enquanto a porção central funciona como uma central multimídia, que exibe tanto os mapas do GPS como informações do sistema de entretenimento ou do computador de bordo.

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Motor ligado, o cupêzinho mostra agilidade em arrancadas e instiga o motorista a pisar fundo para ouvir os “pipocos” emitidos pelo escape em trocas de marchas quando o motor de 2.0 litros turbo está funcionando a giros mais altos. A carroceria de concepção bastante rígida e a suspensão de acerto mais firme, combinada com os pneus de perfil baixo, contribuem para a ótima dinâmica do TT em curvas. Mesmo nas mais fechadas, o cupê mantém a trajetória (respeitando os limites de velocidade, obviamente) sem esboçar saídas de frente.

Os freios do TT também merecem destaque. Basta uma leve pressão no pedal para que o sistema comece a estancar o carro – o que é ótimo para um esportivo.

Viagem a convite da Audi

Ficha técnica

ModeloAudi TT
Preçoa partir de R$ 209.990
Motorquatro cilindros, 2.0 litros, 16 válvulas, turbo
Cilindrada (cm³)1.984
Potência230 cv de 4.500 a 6.200 rpm
Torque37,7 kgfm entre 1.300 e 4.300 rpm
Freios dianteirosDiscos ventilados
Freios traseirosDiscos ventilados
Suspensão dianteiraIndependente, McPherson, molas helicoidais
Suspensão traseiraIndependente multilink
RodasLiga leve de 18 ou 19 polegadas
Pneus245/40 R18 ou 245/35 R19
DireçãoElétrica
Peso em ordem de marcha (kg)1.335
Comprimento (metros)4,17
Largura (m)1,83
Altura (m)1,35
Distância entre-eixos (m)2,50
Tanque (litros)50
Porta-malas (litros)305
TransmissãoAutomatizada, dupla embreagem, seis marchas