Nissan celebra primeiro ano de atividades do Complexo Industrial

A Nissan comemorou, na última quinta-feira (16), o aniversário de um ano da inauguração do Complexo Industrial de Resende (RJ). Além da data, foi celebrada também a fabricação do carro de número 30.000, um sedã Versa Unique.

Para aproveitar a ocasião, o presidente da marca no Brasil, François Dossa, externou parte dos planos da companhia japonesa. Entre eles, está a expectativa de vender cerca de 100 mil automóveis no país em 2015, alcançando 3% de participação do mercado nacional até março de 2016. Esse número representaria um ligeiro crescimento, uma vez que, no ano passado, a marca ficou com 2,17% de participação do mercado ao vender 60.767 carros. Para atingir o objetivo, uma das estratégias é aumentar em 25% o número de concessionárias pelo Brasil nos próximos seis meses. Atualmente são 164 lojas.

A partir desse ponto e da chegada do utilitário compacto Kicks, cujo lançamento está prometido para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, a marca sonha em abocanhar 5% das vendas nacionais. O que também dependerá do bom desempenho de outros modelos. Como é o caso da nova Frontier, que será comercializada no Brasil a partir do ano que vem, mas aguarda a adaptação da fábrica de São José dos Pinhais (PR), onde a atual geração da picape é fabricada. Por outro lado, até o momento um hatch médio está descartado.

March pode ganhar câmbio automático e controle de estabilidade

Além do Kicks que, segundo a Nissan, precisará chegar melhor que os concorrentes, uma vez que estreará em um mercado já dominado por modelos de outras marcas. Por ora, as grandes apostas da Nissan são o compacto March e o sedã Versa nacionalizados recentemente. O primeiro deverá receber futuramente uma transmissão automática ou automatizada, além de sistemas de segurança, como controle eletrônico de estabilidade. Para viabilizar a oferta desses itens, o modelo deverá atingir os patamares de vendas almejados pela fabricante.

De acordo com uma fonte ligada à marca, não adianta equipar um veículo que vende quatro mil unidades ao mês, pois isso iria contra a estratégia mundial da aliança Renault-Nissan, que funciona quase como se premiasse as marcas. Por exemplo, a fabricante francesa alcançou certa fatia do mercado e, por isso, ganhou o privilégio de produzir um esportivo e uma nova picape.

Outra parte da estratégia diz respeito ao marketing, que abandonou a ideia de explorar os preços menores para versões mais recheadas, e passou a apostar na qualidade e confiança nas marcas japonesas em seus comerciais.

Além disso, a Nissan demonstra crescimento no âmbito esportivo. Além dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a marca possui parceria com a Liga dos Campeões da UEFA.Recentemente, a marca negociou para batizar o estádio do Corinthians, mas, de acordo com a fonte ouvida, pelo Carsale, as negociações empacaram após chegar à cúpula japonesa, uma vez que a demanda financeira é grande, enquanto o retorno é duvidoso, principalmente pela política adotada pela Rede Globo, dona dos direitos de transmissão da maior parte das competições de futebol no país.

Viagem a convite da Nissan