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Lançado no Reino Unido há quase 60 anos, o MINI Cooper se tornou um ícone automotivo graças ao desenho carismático e porte diminuto. Com o passar do tempo, o compacto evoluiu tecnologicamente e ganhou diversas versões (cupê, conversível, roadster e até mesmo crossover) para atender os mais variados tipos de clientes. Com a intenção de atingir um público maior, a MINI lançou no final do ano passado, na Europa, a variante de quatro portas (cinco se for considerado o acesso pelo porta-malas) do Cooper, que acaba de desembarcar no mercado brasileiro.

Oferecendo o modelo em três versões (confira os preços abaixo), a MINI deixa claro que pretende alcançar os clientes que consideravam adquirir um Cooper pelo visual descolado, mas não concretizavam a compra devido o espaço limitado do banco traseiro e do porta-malas. De acordo com a estimativa da marca, o Cooper de cinco portas deverá representar 25% das vendas do compacto no País, ficando atrás apenas da configuração esportiva S (70%) – porém, à frente das variantes John Cooper Works (15%), Cooper três portas (10%) e da versão de entrada One (5%).

– MINI Cooper 1.5 turbo (5 portas): R$ 105.950

– MINI Cooper S Exclusive 2.0 turbo (5 portas): R$ 122.500

– MINI Cooper S Top 2.0 turbo (5 portas): R$ 139.950 (acréscimo de head-up display e central multimídia mais completa)

 

MINI crescidinho

Para adicionar as portas extras, a MINI teve de promover mudanças na plataforma do Cooper para ganhar espaço. O compacto cresceu 16 centímetros no comprimento, 7,2 cm na distância entre-eixos e 1,6 cm na altura. O porta-malas também foi beneficiado: aumento de 67 litros, chegando a 278 litros de capacidade (dois litros a menos que o do Fiat Uno, por exemplo).

Apesar do ganho nas dimensões e do acesso mais fácil ao banco traseiro, o Cooper continua sendo pouco indicado para longos trajetos. Dois passageiros de pouco mais de 1,80 m terão certa limitação no espaço para as pernas e ficarão com as suas cabeças bem próximas do teto. Embora o compacto possua o terceiro cinto de segurança, ocupante do meio terá de fazer contorcionismo para se acomodar, pois um porta-copos limita ainda mais o espaço para quem viaja no banco de trás.

No geral, o Cooper manteve o visual retrô que vem agradando há bastante tempo. A qualidade do acabamento interno também é motivo de elogios, bem como a posição do velocímetro, atrás do volante – antes o instrumento era localizado no centro do painel.

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Sob o capô, o Cooper leva um bloco tricilíndrico de 1.5 litro turbo a gasolina, que desenvolve 136 cv de potência entre 4.500 e 6 mil giros e 22,4 kgfm de torque, disponíveis de 1.250 a 4 mil rpm. Segundo a MINI, a versão mais mansa do Cooper cinco portas acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 207 km/h.

Já as variantes S (Exclusive e Top) são equipadas com um quatro cilindros de 2.0 litros turbo, capaz de gerar 192 cv (entre 4.700 e 6 mil rpm) e 28,55 kgfm de torque entre 1.250 e 4.750 rpm. O Cooper S vai da inércia aos 100 km/h em 6,8 segundos e chega aos 230 km/h de velocidade final.

A transmissão é sempre automática de seis velocidades para as duas motorizações.

Volta rápida (na pista)

O Carsale avaliou o Cooper de cinco portas em um circuito fechado no interior do estado de São Paulo e pode comprovar que o compacto manteve o comportamento de kart que a MINI tanto gosta de salientar. O carro continua divertido e ágil mesmo com o acréscimo de tamanho e, consequentemente, peso.

Tanto na versão com motor 1.5 como na nervosa S, o Cooper é esperto e garante uma boa dose de diversão ao motorista. A direção com assistência eletromecânica é direta e “obedece” prontamente os comandos do condutor. O comportamento do carrinho em curvas é um de seus pontos fortes, uma vez que a mínima rolagem da carroceria transmite segurança ao motorista. Uma vez levado ao limite, o Cooper esboça escapar de frente, mas volta à trajetória rapidamente assim que o controle de estabilidade entra em ação.

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O comportamento do carro pode ser ajustado por meio de um seletor giratório localizado abaixo da alavanca de câmbio, que altera os parâmetros do motor, acelerador, amortecedores, escape e transmissão. Enquanto o modo Green privilegia a economia de combustível, o modo Mid ativa a configuração padrão e a Sport “solta as rédeas” e dá ênfase ao desempenho.

O Cooper ainda é um carrinho divertido de olhar e guiar e, certamente, atrairá mais clientes com o apelo das portas traseiras. O principal ponto fraco do modelo é que ele continuará sendo um brinquedinho para um público endinheirado.

Teste-drive a convite da MINI.