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Dois meses depois de perder o posto de carro mais vendido do Brasil (hegemonia mantida durante 27 anos), o Volkswagen Gol sofreu mais uma derrota no primeiro bimestre de 2015 no que diz respeito ao seu desempenho no mercado. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em janeiro e fevereiro, o modelo perdeu o trono dentro da própria marca.

De acordo com os relatório de emplacamentos da Fenabrave, o novo líder de vendas da marca alemã em 2015 é o Fox. Em janeiro o modelo garantiu a quarta posição do ranking da entidade com 9.125 unidades vendidas, enquanto o Gol ficou em oitavo lugar com 7.867 emplacamentos. Em fevereiro, o Fox subiu à terceira colocação com 7.377 veículos vendidos. O Gol se manteve em oitavo com 5.883 emplacamentos.

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Além da subida do Fox no ranking – apesar de o Gol não ter esboçado uma reação nas vendas em fevereiro – o segundo mês do ano teve outro motivo para a Volkswagen comemorar. O up!, enfim, apareceu entre os dez modelos mais comercializados do País. O subcompacto garantiu a oitava posição com 5.509 emplacamentos. Um ano depois de seu lançamento no Brasil, o modelo de entrada da Volkswagen parece começar a “engrenar” no mercado nacional.

Somando as vendas de janeiro e fevereiro, o Fox vendeu 16.502 unidades, enquanto Gol e up! emplacaram 13.750 e 12.289 carros, respectivamente.

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Mercado geral

Segundo a Fenabrave, em fevereiro, o mercado de automóveis no Brasil registrou uma queda de 22,19% em comparação com o mês anterior. Ao todo foram emplacados 290.215 veículos, ante os 372.989 de janeiro. Comparado ao mesmo período de 2014, a queda foi de 26,18%. No acumulado, a redução foi de 22,25% na comparação com fevereiro do ano passado.

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“Desde o ano de 2008 (191.106 emplacamentos) não tínhamos um fevereiro tão ruim e vários foram os fatores para este cenário de queda. O principal fator, que tem impacto na queda sucessiva das vendas, é a baixa atividade econômica, atrelada a alta da inflação, das taxas de juros que abalam ainda mais a oferta de crédito, o alto índice de endividamento das famílias e a perda da confiança da população, que passa a temer o desemprego. Além disso, o mês de fevereiro foi afetado pelo menor número de dias úteis (17 dias) devido o feriado de carnaval”, explicou Luis Moan, presidente da Fenabrave.