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Apesar de ter vendido mais de 40 mil unidades desde o seu lançamento no Brasil, em 2010, o Fiat Bravo nunca esteve em uma posição de destaque no segmento de hatches médios. No ano passado, o modelo vendeu apenas 4.436 unidades, ficando na lanterna dos rivais – Hyundai i30 (5.180 emplacamentos), Peugeot 308 (5.574), Volkswagen Golf (16.118), Chevrolet Cruze (17.049) e Ford Focus (21.859). Para “dar um gás” nas vendas do hatch, a Fiat lançou oficialmente, na última terça-feira (3), a primeira reestilização do Bravo, apresentada no final do ano passado durante o Salão do Automóvel de São Paulo.

Já disponível na linha 2016, o Bravo chega às concessionárias nos próximos dias, partindo de R$ 61.990. Além de mudanças pontuais de estilo (para-choques redesenhados, novas rodas de liga leve, lanternas com molduras pretas), o hatch passa a sair de fábrica com a central multimídia UConnect de série em todas as versões. O equipamento foi herdado de outros modelos da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), como o crossover Freemont.

A gama do modelo também sofreu um reposicionamento de versões. A configuração Absolute deu lugar à Blackmotion, de visual esportivo e com maior apelo entre o público jovem.

 

Confira as versões, equipamentos e preços da linha 2016 do Fiat Bravo:

Bravo Essence 1.8 16V flex – R$ 61.990: direção elétrica, ar-condicionado, volante multifuncional revestido em couro, rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis de neblina com função de iluminação de curvas, airbags frontais, freios com ABS, além da central multimídia UConnect.

Bravo Sporting 1.8 16V flex – R$ 67.990: são adicionadas rodas de 17 polegadas, faróis com máscara negra, ponteira de escape dupla, suspensão com acerto esportivo e teto solar Skydome.

Bravo Blackmotion 1.8 16V flex – R$ 68.990: acrescenta aos itens da Sporting o interior na cor preta. O teto solar é opcional (R$ 5.350).

Bravo T-Jet 1.4 16V turbo (gasolina) – R$ 78.490: ar-condicionado digital de duas zonas de resfriamento, rodas de 17 polegadas exclusivas, pinças de freio pintadas na cor vermelha, teto solar, controle de tração, assistente de partida em rampa, airbags laterais e de cortina, além de bancos em couro. Câmera de ré, GPS, faróis de xenônio e monitoramento de pressão dos pneus são vendidos em um pacote de opcionais por R$ 5.010.

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No que diz respeito às motorizações, não foram promovidas grandes modificações. Os propulsores mantiveram os números de potência e torque, porém, receberam ajustes no sistema de escape para atender às novas normas de emissões do Inmetro. O bloco e.Torq de 1.8 litro continua rendendo 130/132 cv de potência (gasolina/etanol) e 18,4/18,9 kgfm de torque (g/e), associado ao câmbio manual de cinco marchas ou à caixa automatizada Dualogic Plus, também de cinco velocidades e com borboletas para trocas, vendida como opcional por R$ 3.310.

Já a versão T-Jet manteve o bloco de 1.4 litro turbo, movido apenas a gasolina, capaz de gerar 152 cv. O propulsor gera 21,1 kgfm de torque (entre 2.250 e 4.500 rpm), que pode chegar a 23 kgfm com o acionamento do botão Overboost. A transmissão é sempre manual de seis marchas.

Impressões

O Bravo não sofreu alterações mecânicas, mas continua sendo o melhor carro de guiar da Fiat. O hatch tem boa posição de dirigir, mas, no caso das versões com motor 1.8, o desempenho é apenas suficiente. Apesar do visual arrojado, o hatch está longe de empolgar ao volante. O propulsor demora a embalar o carro e o câmbio de curso longo e, por vezes impreciso, atrapalham a condução.

Comparando a versão Essence com as demais, fica clara a diferença do acerto de suspensão. Na configuração de entrada o rodar é mais macio, voltado ao conforto, enquanto as variantes esportivadas contam com um acerto de suspensão mais durinho – a sensação é reforçada pelas rodas de liga leve de 17 polegadas – que agrada ao rodar em estradas de asfalto liso e nas curvas.

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Já a versão topo de gama T-Jet (imagem acima) é a mais divertida da turma. O motor responde rapidamente às investidas do pé direito no acelerador e arranca com vigor. As reações do carro ficam mais espertas quando o botão Overboost é acionado, pois o torque do motor aumenta em quase 2 kgfm, enquanto o acelerador e a direção ficam mais sensíveis.

O Bravo está longe de ser um carro ruim. Muito pelo contrário. O modelo ainda tem um visual atraente, um bom nível de equipamentos e acabamento superior ao de alguns concorrentes. No entanto, o seu segmento está repleto de rivais mais modernos, dotados de motorizações mais eficientes e com maior apelo no mercado. Outro ponto que pesa contra o Fiat é o fato de não oferecer um câmbio automático de verdade, uma vez que a demanda por esse tipo de transmissão é cada vez maior em carros dessa faixa de preços.

Viagem a convite da Fiat.