duelos esportivos

Um salão automotivo é sempre marcado pela presença de grandes esportivos. Foi assim em São Paulo, quando vimos de perto o Mercedes-Benz AMG GT e a Ferrari 458 Italia, além do Porsche 918 Spyder, o modelo mais caro exposto por aqui. Mas a briga esquentou mesmo foi no Salão de Detroit.

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O primeiro a ressuscitar deixou de ser produzido há quase dez anos e voltará em 2016: o mítico Ford GT. A história do modelo começa com uma rixa entre a Ford e Enzo Ferrari, que não quis vender sua marca aos americanos. Quando aquela reunião terminou, a companhia do oval azul decidiu criar um modelo para acabar com o reinado dos italianos nas 24 horas de Le Mans, resultando no GT40.

Entre 2004 e 2007, a Ford lançou uma releitura do bólido, porém, em caráter de edição limitada, com uma produção de apenas 4.038 unidades. Todas os carros saíram de fabrica equipados com o motor V8 de 5.4 litros de 550 cv de potência e 68 kgfm de torque, enviados para o eixo traseiro por meio de um câmbio manual de seis velocidades. Com essa configuração, o supercarro fazia de 0 a 100 km/h em aproximadamente 3,6 segundos e atingia a velocidade máxima de 330 km/h.

Agora, a Ford introduz um GT totalmente novo e ainda mais potente, com motor EcoBoost V6 biturbo com potência superior a 600 cv. O supercarro também conta com transmissão de sete velocidades de dupla embreagem, capaz de realizar trocas de marcha “quase instantaneamente”, como a marca gosta de frisar. O novo Ford GT já nasce estrelando a capa do jogo Forza Motorsport 6, para Xbox One.

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Por outro lado, a Acura, divisão de modelos de luxo e esportivos da Honda na América do Norte, trouxe de volta à vida o NSX, uma verdadeira lenda dos anos 1990. O modelo, que tinha a cabine inspirada no caça americano F-16, chamava a atenção pelas linhas agressivas, faróis escamoteáveis, grandes tomadas de ar laterais e lanternas que ocupam toda a largura da traseira.

Além disso, o carro caiu no gosto de muitos entusiastas brasileiros graças ao ex-piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, que tinha o modelo como um de seus favoritos e ainda participou do desenvolvimento do carro. O NSX foi considerado inovador para a época por utilizar carroceria em alumínio, algo que começa a se tornar mais comum atualmente e, inclusive, já alcançou o mundo das picapes com a nova geração da Ford F-150.

Extinto em 2005, o NSX volta como um superesportivo totalmente diferente. Aliás, mudou até mesmo com relação ao conceito apresentado em 2013, isso porque o modelo se tornou híbrido ao contar com um motor a combustão e outros três propulsores elétricos. Entre as mudanças, o motor naturalmente aspirado foi deixado de lado para dar lugar a um V6 biturbo de 550 cv (potência combinada com os elétricos). O modelo chega às lojas ainda neste ano e custará a partir de US$ 150 mil (ou R$ 420 mil em conversão simples) nos Estados Unidos.

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Outra novidade do Salão de Detroit está no mercado desde 1965, mas ganha cada vez mais espaço entre os fãs de esportivos. Trata-se do 911 Targa 4 GTS, que marca os 50 anos do clássico 911 – o modelo, aliás, só ganhou esse nome graças a um protesto da Peugeot, que detinha o registro de todos os carros com zero entre os números. Como o Porsche foi apresentado como 901, precisou trocar de nome, o que acabou dando muito certo.

O modelo é movido por um motor de seis cilindros opostos de 3.8 litros de 430 cv de potência e 44,8 kgfm de torque. O Targa 4 GTS recebeu o pacote de desempenho Sport Chrono, chassi PASM, rodas de 20 polegadas e escapamento esportivo. Nessas configurações, o modelo alcança a velocidade máxima de 300 km/h e precisa de apenas 4,3 segundos para ir de 0 a 100 km/h.