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O ano de 2014 foi bastante conturbado para o mercado automobilístico no Brasil. As vendas caíram 6,9% e a produção de veículos novos caiu 15,3%, atingindo o menor número desde 2009. Uma das empresas mais afetadas foi a Volkswagen, que viu o seu reinado de 27 anos com o Gol cair por terra.

Nem mesmo a redução do IPI (imposto sobre Produtos Industrializados) ajudou a evitar a crise no setor. Com isso, o primeiro passo das empresas em 2015 foi reduzir custos. Até o momento, foram registradas 1.044 demissões, sendo 800 na Volkswagen, acarretando em greve dos metalúrgicos no ABC paulista. No ano passado, outras 12,4 mil vagas de trabalho foram encerradas.

Ainda assim, de acordo com coluna da jornalista Miriam Leitãono site do jornal O Globo, os dados sobre envios de recursos ao exterior mostram que as montadoras enviaram R$ 2,06 bilhões em lucros para suas matrizes entre janeiro e novembro de 2014. No mesmo período, graças à renúncia fiscal, o governo gastou R$ 3,6 bilhões.

Os cortes do IPI foram defendidos sob o argumento de que a indústria automobilística gera muitos empregos, porém, de acordo com números da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), o número de empregados envolvidos diretamente com o setor era de 144,6 mil pessoas no final de 2014, contra 157 mil em 2013.

Financeiramente, durante a redução do IPI, que aconteceu entre 2009 e 2014, as montadoras enviaram R$ 49,9 bilhões ao exterior, levando em consideração a cotação do dólar da última segunda-feira. Enquanto o governo, de acordo com previsão da Receita Federal, deixou de arrecadar R$ 16,1 bilhões sem o imposto.