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Desenvolvido no começo da década de 1990 para ser comercializado em mercados emergentes, como América Latina, África do Sul, Leste Europeu e alguns países asiáticos, o Fiat Palio estreou no Brasil em 1996 como o substituto imediato do Uno (mais tarde rebatizado como Mille), que já estava defasado em relação aos então modernos Chevrolet Corsa, Ford Fiesta e a segunda geração do Volkswagen Gol.

Embora já tivesse lançado o Punto, em 1993, para substituir o Uno na Europa, a Fiat decidiu que o Palio seria o modelo ideal para o mercado brasileiro por contar com um projeto dotado de soluções mais simples e robustas, e ainda ser capaz de originar uma família composta pelo sedã Siena, a perua Weekend e a picape Strada.

 

Após passar por três reestilizações, estrear equipamentos até então inexistentes no segmento de compactos e ganhar uma nova geração em 2011, o Palio, enfim, atingiu o seu objetivo: acabar com a hegemonia de 27 anos do Volkswagen Gol e se tornar o carro mais vendido do Brasil. Para isso, a Fiat utilizou diversos artifícios, como facilidades de financiamento, descontos para frotistas e locadoras em vendas diretas e até mesmo preços abaixo da tabela, para colocar o Palio na primeira posição das vendas de 2014.

Apesar da corrida pela liderança tenha sido acirrada até o final, o esforço valeu a pena: o Palio fechou o ano com 183.744 unidades vendidas ante 183.366 do Gol (diferença de apenas 378 carros) e marcou o seu nome na história automobilística brasileira como o primeiro modelo a desbancar, por ora, a supremacia do carro mais vendido do País de todos os tempos.