Para manter-se em evidência nos segmentos de hatches e sedãs médios, a General Motors lançou na última quarta-feira (26) a linha 2015 do Chevrolet Cruze – o modelo já havia sido apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, no começo de novembro. Os preços da configuração hatchback (Sport6) começam em R$ 70.400, enquanto o sedã parte de R$ 73.500.

Confira abaixo os preços da linha 2015 do Chevrolet Cruze:

Hatch

Cruze Sport6 LT1 manual: R$ 70.400

Cruze Sport6 LT2 automático.: R$ 77.100

Cruze Sport6 LTZ automático: R$ 88.400

Sedã

Cruze LT1 manual: R$ 73.500

Cruze LT2 automático: R$ 77.100

Cruze LT3 automático: R$ 79.100

Cruze LTZ automático: R$ 87.300

As principais mudanças estéticas do Cruze 2015 estão concentradas na dianteira, que teve a grade redesenhada e recebeu luzes diurnas de LED instaladas sobre os faróis de neblina e emolduradas por uma barra cromada. As traseiras de ambas as configurações não foram alteradas, mas os modelos ganharam novas rodas de 17 polegadas.

Por dentro, o Cruze manteve o bom acabamento do modelo anterior, porém o revestimento de couro dos bancos e das portas ganharam novas tonalidades marrom ou cinza, dependendo da versão. Já o conteúdo passa a integrar chave com acionamento do motor à distância e levantamento automático dos vidros ao travar as portas (na versão topo de gama LTZ).

Desde a versão de entrada, a LT, o modelo já conta com ar-condicionado automático eletrônico, direção elétrica, retrovisor interno fotocrômico, controles de estabilidade e tração, sistema Isofix de ancoragem de cadeirinhas infantis no banco traseiro, volante com regulagem de altura e profundidade, além de airbags frontais e laterais – a variante LTZ acrescenta bolsas infláveis de cortina. Sensor de chuva, faróis com acendimento automático, câmera de ré e chave presencial com botão de partida no painel são itens opcionais.

Sob o capô, o bloco Ecotec de 140/144 cv de potência (gasolina/etanol) passou por uma recalibração para entregar o torque máximo de 18,9 kgfm de maneira mais linear. Esse comportamento do carro é favorecido pelos ajustes promovidos pela engenharia da GM na caixa automática de seis marchas e no acionamento do acelerador eletrônico. Com isso, a fabricante visou melhorar a eficiência do conjunto mecânico no que diz respeito ao consumo de combustível. Os carros equipado com o câmbio manual de seis velocidades passam a sair de fábrica com um indicador de mudanças no painel.

Impressões

O Cruze continua sendo um carro agradável de dirigir, principalmente, pela ergonomia encontrada pelo motorista. Em movimento, o modelo passou a ter acelerações mais consistentes e o desempenho ficou ligeiramente mais esperto por conta da recalibração do câmbio automático. A nova programação é capaz de “entender”, em situações de retomadas, que o motorista necessita de maior entrega de força do motor e, por isso, o sistema realiza reduções duplas e até triplas para garantir maior agilidade ao carro.

O conjunto mecânico do modelo não entrega a mesma disposição de rivais como Honda Civic, Toyota Corolla e Ford Focus, por exemplo, mas é adequado para a sua proposta. As únicas inconveniências são o ruído excessivo quando o motor atinge rotações elevadas e a direção que poderia ser mais rígida na estrada. Fora isso, vale destacar o comportamento exemplar em curvas e a boa calibração da suspensão, que não é demasiadamente dura mesmo se tratando de um carro com sistema independente na traseira e rodas de 17 polegadas.

Embora as alterações sejam discretas, o Cruze mantém o argumento na hora de tentar convencer o consumidor a levá-lo para casa: a segurança. O Chevrolet sai de fábrica com controles de estabilidade e tração a partir da versão de entrada – os recursos não estão disponíveis no Corolla e são encontrados apenas na configuração mais cara do Civic, que ainda não foi relançada com a atualização da linha 2015.

Viagem a convite da General Motors do Brasil.