Até então como uma das poucas fabricantes sem ter um veículo aventureiro urbano em sua gama, a Chevrolet quebra o jejum e entra na moda com o lançamento da Spin Activ. Apresentada previamente no Salão do Automóvel de São Paulo, a nova versão da minivan mais vendida do Brasil chega para disputar espaço com concorrentes já conhecidos dos brasileiros, entre eles Fiat Idea Adventure (a partir de R$ 58.830), Nissan Livina X-Gear (R$ 56.890) e Citroën Aircross (R$ 55.790).

Oferecida apenas na configuração de cinco lugares, a Spin Activ teve seus preços definidos em R$ 62.060 e R$ 65.860 para as variantes equipadas com câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades, respectivamente. O motor é o 1.8 EconoFlex de 106/108 cv de potência (gasolina/etanol).

Seguindo a cartilha dos aventureiros de aparência, a minivan da Chevrolet aposta suas fichas no visual mais chamativo para cativar os consumidores e, com isso, espera vender cerca de 800 unidades por mês. Fato é que a nova roupagem Activ consegue, ao mesmo tempo, melhorar a aparência da Spin e desvincular o modelo à imagem de carro de taxista.

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Vista por fora, os atrativos da minivan ficam por conta do para-choque dianteiro com novo formato e detalhe na tonalidade preto brilhante na região do nicho das luzes de neblina, faróis e lanternas escurecidos, molduras nos para-lamas, barra de teto longitudinal, capa dos retrovisores na cor preta, para-choque traseiro renovado e rodas de 16 polegadas com desenho exclusivo (calçadas em pneus de uso misto). O destaque principal vai para o estepe fixado na parte externa da tampa do porta-malas.

Vale destacar que, por estar centralizado na tampa e ter os mecanismos embutidos, o estepe deixa a traseira harmônica. Devido a esse novo item, a operação de abertura do porta-malas é feita de maneira diferente, em duas etapas. A primeira delas é destrancar o sistema, por meio da chave do carro ou botão no painel, em seguida deslocar o suporte do pneu lateralmente. Após isso, é possível abrir a tampa normalmente. De maneira geral, o processo é simples e não requer esforço.

Por dentro, a Spin Activ também adota um visual exclusivo, porém as alterações não são tão marcantes como no exterior do veículo. Segundo Carlos Barba, diretor de Design da General Motors do Brasil, “há poucas mudanças na cabine, mas todas causam grande impacto”. Internamente a cor predominante é preta (nas demais configurações é marrom), o que aumenta a sensação de sofisticação a bordo. Há revestimentos temáticos nos bancos e o nome da versão aparece discretamente no painel de instrumentos.

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Mais completa da gama Spin, a versão aventureira vem com um pacote fechado contendo entre os principais itens ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores e vidros elétricos, sensor de estacionamento traseiro e sistema multimídia MyLink com tela de sete polegadas sensível ao toque. Como acessório estão disponíveis um tablet de sete polegadas com suporte para ser fixado na parte de trás do encosto de cabeça dos bancos dianteiros, módulo de câmera de ré e TV para o MyLink e função Tilt Down do retrovisor externo direito faz com que, ao engatar a marcha ré, o espelho incline-se para baixo.

A Spin Activ tem capacidade para levar até cinco ocupantes e 710 litros de bagagem no porta-malas. A minivan oferece conforto e espaço ideal para os ocupantes, exceto para quem vai sentado na posição central do banco traseiro. Além da espuma do encosto ter um formato convexo, que causa certo desconforto, também não há apoio de cabeça nesse local. O item é vendido somente como acessório.

Exatamente como as versões LT, LTZ e Advantage, a Spin Activ é equipada com o motor de 1.8 litro EconoFlex de 106/108 cv de potência (gasolina/etanol) e 16,4/17,1 kgfm de torque (g/e) a 3.200 rpm. A novidade é o câmbio automático GF6-2, de segunda geração, que passou por aprimoramento e agora é capaz de fazer as trocas de marchas mais rapidamente e reduções duplas ou triplas. A maneira de fazer as trocas manuais continua sendo a mesma, por meio de botões na alavanca do câmbio.

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Por não ser um carro leve, a Spin é um modelo que exige constantes reduções de marchas para ultrapassagens e retomadas, principalmente na estrada, tarefa que a nova transmissão executa adequadamente. Em velocidade de cruzeiro, cerca de 120 km/h, o nível de ruído a bordo é relativamente baixo e o ponteiro do conta-giros marca na casa dos 2.500 rpm.

Por ter rodas maiores (16 polegadas) a Activ é 8 milímetros mais alta. Além disso, o peso extra do estepe fixado na tampa traseira precisou ser equilibrado, o que deu origem a acertos específicos na suspensão, com alterações, inclusive nas molas e amortecedores. “A ideia da nova calibrarão foi fazer com que o motorista não sinta que há um peso extra na parte traseira”, explica Wiliam Bertagni, vice-presidente de engenharia da GMB.

Na prática, os ajustes no conjunto garantiram, inclusive, um comportamento ligeiramente mais firme para o veículo em relação as demais configurações.

A novidade da Chevrolet tem tudo para mandar bem no mercado brasileiro. É a versão mais equipada e mais simpática da minivan que mais vende no País. O único porém é que também é a mais cara de sua linha e entre as concorrentes.

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