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A Honda apresentou oficialmente, nesta semana, a nova geração do City. O sedã produzido em Sumaré, no interior do estado de São Paulo, chega à rede de concessionárias com preços entre R$ 53.900 (versão DX com câmbio manual de cinco marchas) e R$ 69 mil (EXL com transmissão CVT).

Todas as configurações são equipadas com o já conhecido motor de 1.5 litro de 16 válvulas i-VTEC, que desenvolve 115/116 cv de potência (gasolina/etanol) a 6 mil rpm e 15,2/15,3 kgfm de torque (g/e) a 4.800 giros. A exemplo do novo Fit, lançado em maio, o propulsor do City passa a contar com a tecnologia FlexOne, que dispensa o tanque auxiliar de gasolina para partida a frio. O sistema aquece o combustível nos injetores quando necessário.

Outra novidade da linha City é a nova transmissão CVT (continuamente variável) que simula sete marchas e permite trocas manuais por meio de borboletas atrás do volante (o item equipa apenas as versões EX e EXL). O sedã passa a contar também com um novo sistema de áudio com tela de 5 polegadas e câmera de ré.

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Confira os principais equipamentos de série e preços do novo Honda City:

City DX MT – R$ 53.900: rodas de aço de 15 polegadas com calotas; câmbio manual de cinco velocidades; retrovisores, travas das portas e vidros com acionamento elétrico; sistema de áudio com CD/MP3 player; direção elétrica; ar-condicionado; painel de instrumentos com iluminação na cor âmbar; airbags frontais; freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuidor eletrônico de frenagem), entre outros.

City LX CVT – R$ 62.900:acréscimo de grade dianteira e friso traseiro cromados; rodas de liga leve aro 16” com acabamento diamantado; câmbio CVT; banco traseiro bipartido com descanso de braço central.

City EX CVT – R$ 66.700: equipamentos da EX mais faróis de neblina; retrovisores externos com luzes indicadoras de direção; câmbio CVT com borboletas atrás do volante para trocas manuais; ar-condicionado digital com comando touchscreen; sistema multimídia com monitor de 5 polegadas e 8 alto-falantes e controles no volante; câmera de ré multivisão; Bluetooth; piloto automático; chave canivete.

City EXL CVT – R$ 69 mil: complementa a lista da EX com bancos e volante revestidos de couro; apoio de braço dianteiro central e airbags laterais dianteiros.

Com essa nova geração do City, a Honda pretende retomar o volume de vendas do modelo registrado até abril deste ano, que era de aproximadamente 2.500 carros por mês – de maio a agosto foram comercializadas cerca de mil unidades mensalmente devido uma redução planejada na produção do modelo anterior. Segundo a marca, o mix de vendas do novo City será liderado pela versão LX com 36%, seguida pela EXL (35%), EX (25%) e DX (4%).

Visualmente, o City está mais agressivo. A dianteira lembra vagamente a do New Civic lançado em 2006, enquanto a traseira ganhou lanternas horizontais espichadas e uma tampa mais angulosa. Na lateral, chama a atenção o grande vinco que vai das portas dianteiras até o final da traseira.

Por dentro, o sedã é mais sóbrio. O acabamento é simples, predominado por plástico, mas os materiais têm boa qualidade e montagem correta. Não foram vistas peças com rebarbas ou mal encaixadas nos carros avaliados. Mas o que realmente surpreende no City é o espaço da cabine. Embora seja menor que o Civic, o sedã aparenta ser mais espaçoso que o irmão maior. Quatro adultos com mais de 1,80 m viajam tranquilamente, mesmo com os bancos dianteiros totalmente recuados – a distância entre-eixos é de 2,60 m. Na capacidade do porta-malas, o City supera o Civic com tranquilidade: são 536 litros contra 449 do sedã médio.

Como anda

O Carsaleavaliou o novo City em um percurso rodoviário de pouco mais de 100 quilômetros. Durante o teste-drive foi possível notar que a proposta do novo câmbio CVT (que substitui a caixa automática de cinco marchas) é favorecer a economia de combustível. Por não haver trocas de marchas, a transmissão permite ao motor funcionar com acelerações contínuas, o que provoca certo desconforto pelo ruído interno. Em algumas situações, como subidas e ultrapassagens, tem-se a impressão de “faltar” motor ao carro.

Já quem viaja no banco traseiro pode usufruir de um assento confortável, de boa ergonomia. Passageiros com menos de 1,75 m de estatura podem praticamente esticar as pernas, dependendo da posição dos bancos dianteiros.

No geral, o City é um carro bem acertado para a sua proposta – sedã posicionado entre modelos mais populares e médios, voltado para clientes que priorizam o conforto e espaço interno à esportividade – mas fica devendo um pouco de sofisticação pela faixa de preços em que está posicionado. Vale lembrar que modelos mais em conta, como Hyundai HB20S e Ford Ka+, oferecem em suas versões mais equipadas itens como sistema de entretenimento com tela tátil e até mesmo controles eletrônicos de estabilidade e tração, entre outros.

Viagem a convite da Honda.