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A Kia apresentou na última sexta-feira (29) a segunda geração do crossover Soul ao mercado brasileiro. Praticamente todo renovado, o modelo chega a partir de R$ 88.900 e R$ 92.900, quando equipado com teto solar duplo panorâmico.

Ainda utilizando o design como apelo de vendas, além do conteúdo, o Soul foi reposicionado para competir com modelos premium como Audi A1, Mercedes-Benz Classe A, Mini One e Peugeot 3008.

Montado sobre uma nova plataforma, o Soul mantém o motor de quatro cilindros de 1.6 litro de 16 válvulas (o mesmo utilizado no sedã Cerato e na linha do Hyundai HB20), que desenvolve até 122/128 cv de potência com (gasolina/etanol) e 16/16,5 kgfm de torque a 5 mil rpm. A transmissão é automática de seis marchas.

A lista de equipamentos de série do novo Soul traz itens como volante multifuncional com comandos de áudio, telefonia e piloto automático; direção com assistência elétrica, três modos de condução (normal, conforto e esportivo) e regulagem de altura e profundidade; chave presencial e botão de partida do motor no console; ar-condicionado digital; porta-luvas climatizado; luzes diurnas e lanternas em LED; faróis com acendimento automático; sistema de som com tela tátil de 4,3 polegadas; seis airbags (frontais, laterais e cortina); freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuidor de frenagem); câmera de ré; sensor de estacionamento traseiro; rodas de liga leve de 18 polegadas; vidros com proteção ultravioleta; bancos em couro, entre outros. A configuração mais cara acrescenta, além do teto solar, luzes de leitura em LED.

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Desempenho é o ponto fraco

Importado da Coreia do Sul, o novo Soul traz, além do desenho retocado, interior com acabamento mais caprichado e confortável. Essas melhorias, entretanto, não são suficientes para colocar o crossover no mesmo patamar de seus novos concorrentes. Embora a Kia insista em dizer que o Soul seja um modelo premium, é possível notar que o modelo precisa evoluir tecnicamente para brigar com carros de marcas de luxo, como Audi A1 e Mercedes-Benz Classe A.

Outro ponto que pesa contra o crossover sul-coreano, além do preço, é o fato de ele não oferecer equipamentos triviais em carros na faixa dos R$ 90 mil. O Soul fica devendo GPS, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e freio de estacionamento com acionamento elétrico.

Enquanto os rivais alemães, além do francês Peugeot 3008, são equipados com motores de baixa cilindrada sobrealimentados com turbocompressor, o Soul sai de fábrica com o conhecido bloco de 1.6 litro que equipa o Hyundai HB20. O propulsor está longe de ser ruim, mas não é o mais adequado para um carro de 1.392 quilos em ordem de marcha.

Durante o teste-drive realizado em rodovias do interior de São Paulo, com quatro ocupantes a bordo, foi possível notar que falta força para o trem de força. O carro sofre para embalar, obrigando o condutor a levar o motor a giros mais altos para ganhar velocidade. Para realizar ultrapassagens e retomadas foi necessário reduzir, ao menos, duas marchas. Talvez o propulsor mais indicado para o modelo seja o bloco de 2.0 litros de 165 cv oferecido nos Estados Unidos a partir de US$ 19.400 (cerca de R$ 43.700).

O novo Kia Soul chama a atenção pelo visual e traz uma lista de itens de série interessante, mas isso não é o suficiente para justificar a sua compra, pois o público jovem (entre 30 e 45 anos, majoritariamente feminino) que a Kia pretende atingir com o modelo pode optar por modelos mais refinados (como SUVs e hatches premium) disponíveis no mercado.

Teste-drive a convite da Kia.