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A Chery inaugurou nesta quinta-feira, 28 de agosto, a sua fábrica no Brasil. O local escolhido foi a cidade de Jacareí, no interior do estado de São Paulo. A unidade marca dois acontecimentos históricos: o início das atividades da primeira fábrica de uma montadora chinesa no País, assim como a estreia da Chery fora da China.

Apesar do momento deliciado do mercado automotivo, que sofre uma retração nas vendas, a Chery investiu R$ 1,2 bilhão em duas fábricas: a de automóveis (que inicialmente fabricará os modelos Celer e QQ) e a Acteco, onde serão produzidos os motores dos carros da marca.

Luis Curi, vice-presidente da Chery do Brasil, destaca outro investimento já aprovado: o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, que permitirá aos chineses um automóvel pensado, desenvolvido e produzido especialmente para o mercado brasileiro. Para esse centro serão destinados mais R$ 50 milhões.

Erguida sobre um terreno de mais de um milhão de metros quadrados, a fábrica de Jacareí tem uma área construída de 400 mil metros quadrados, onde estão localizadas três unidades produtivas – montagem, soldagem e pintura, além do prédio administrativo e da edificação do restaurante.

O complexo ainda contempla uma pista de testes, que conta com variações diversas de terreno, possibilitando simular as condições mais adversas de rodagem. Graças a essa estrutura, serão gerados cerca de 600 empregos até o final deste ano. Quando a fábrica estiver totalmente finalizada serão gerados até 3 mil postos de trabalho.

As metas para o primeiro ano de funcionamento são ambiciosas: produzir 50 mil carros e chegar a 100 revendas Chery até o final de 2015 (atualmente são 67). As versões brasileiras da nova geração do Celer (hatch e sedã) serão produzidas comercialmente a partir de dezembro. Além disso, a unidade também produzirá a nova geração do subcompacto QQ, que começará a ser vendida apenas no segundo trimestre do ano que vem.

Para 2016, os chineses trarão ao mercado brasileiro um terceiro modelo, um utilitário esportivo. Além do novo veículo, a Chery pretende começar a exportar os veículos fabricados no interior de São Paulo. A intenção é abastecer a rede Chery de países como Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Venezuela e Peru. Até lá, a marca deve alcançar 70% de nacionalização dos veículos.

Os planos da marca chinesa incluem ainda se tornar responsável por 3% das vendas no País. Para isso será necessário quadruplicar as vendas, uma vez que atualmente a montadora representa 0.65% do mercado.

Viagem a convite da Chery