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O meio mais comum de transporte no mundo são os pés. Caminhar representa até 50% dos deslocamentos em áreas urbanas. Além disso, todos os motoristas, em algum momento do dia, são pedestres. Porém, esse também é o grupo mais vulnerável no trânsito. Mais de 20 mil pedestres morrem anualmente em todo o mundo.

E, por incrível que pareça, o desenvolvimento do país está diretamente ligado ao número de mortes de pedestres. É o que mostra um estudo feito pelo Centro de Tecnologia da seguradora Allianz.

Se compararmos o Brasil com países desenvolvidos, percebemos o quão gritante é essa diferença. Em terras brasileiras, as mortes de pedestres representam entre 28% e 36% dos acidentes fatais. Porém, na Holanda, país com a menor proporção de mortes de pedestres entre os países da União Europeia, o índice fica em 10%. Nos Estados Unidos, essa porcentagem é de 17%.

A pior marca é a de Myanmar, país asiático com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do mundo, onde o índice de mortes de pedestres ou ciclistas no trânsito chega a 60%.

A velocidade é outro fator relevante nos índices de morte. Se uma pessoa é atingida por um carro a 30 km/h, as chances de sobreviver são de 90%. Se o veículo estiver um pouco mais rápido, a 50 km/h, as chances caem para menos de 50%. Mas se o pedestre for atingido por um automóvel a 80 km/h, a chance de sair com vida é praticamente zero.

Outro dado curioso da pequisa é sobre a ingestão de bebida alcoólica. Ao contrário do que imaginamos, não é só o motorista que aumenta os riscos de provocar um acidente após ingerir álcool. Cerca de 90% dos pedestres envolvidos em acidentes estavam alcoolizados.