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O CEO do grupo Fiat-Chrysler Sérgio Marchionne, conhecido por suas opiniões enérgicas, afirmou que o problema do mercado automotivo mundial não é a crise, mas sim a superprodução. A declaração foi publicada no jornal italiano La Repubblica.

Segundo o executivo-chefe do grupo FCA, em termos globais, a produção está em um patamar de cerca de 95 milhões de veículos por ano, sendo que o mercado não consegue absorver um montante entre 20 e 25 milhões de unidades.

Desde 2010, quando participou da XX Conferência Fenabrave, em São Paulo, Marchionne explica o seu ponto de vista sobre a questão do risco da busca por aumento da escala de produção, ou seja, do crescimento sem propósito, que para ele apenas infla os números em vez de gerar valor. Os esforços voltados apenas para dimensões muitas vezes acabam falhando, de acordo com o executivo.

Desta vez, além de expor a sua perspectiva sobre a conturbada situação do segmento automotivo, Marchionne também apresenta o que ele considera a solução para a questão. Na opinião do italiano, a saída para esta situação é a racionalização e consolidação semelhante ao que foi feita na década 1990 para o setor siderúrgico.

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Para ele, no caso do mercado europeu, a Comissão Europeia deveria garantir condições iguais a todos os fabricantes. Além disso, outra ação seria impedir que alguns Estados-membros da comissão criem táticas mais favoráveis que outros. Em resumo, propõe medidas de equilíbrio, programação e estratégia.

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