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A estreia do New March, modelo nacional produzido na recém-inaugurada fábrica de Resende (RJ), é uma das estratégias que a Nissan começa a colocar em prática buscando atingir o objetivo de se tornar a maior fabricante japonesa no Brasil e alcançar uma participação de 5% no mercado nacional.

O New March (de R$ 32.990 até R$ 42.990) começa ser oferecido nas lojas a partir desta semana e conviverá com o conhecido March mexicano, lançado no Brasil em 2011 e que manteve sua gama de preços e versões intacta, pelo menos por enquanto. Isso porque fontes ligadas à marca nipônica revelaram que existe a possibilidade de o March importado receber alterações no seu posicionamento de versões.

De qualquer forma, a Nissan deixa claro que os dois produtos possuem públicos e concorrentes definidos, sendo o New March feito para encarar modelos de entrada um mais refinados como o Hyundai HB20 e Toyota Etios, enquanto o antigo March continuará disputando mercado com veículos mais baratos, entre eles o Fiat Uno e Volkswagen up!.

Inicialmente a Nissan espera vender cerca de 2.000 unidades por mês, somando os volumes do March importado e do nacional. Para setembro a expectativa é de subir o montante para 3.500 unidades.

Sobre as apostas para a comercialização de cada uma das versões, a fabricante espera um mix equilibrado, sendo metade das vendas para as configurações 1.0 e a mesma quantidade para as variantes 1.6. Confira abaixo preços e pacotes de série.

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1.0 Conforto – R$ 32.990
Traz ar-condicionado, ar quente, banco do motorista com regulagem de altura, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores e limitadores de carga, computador de bordo, desembaçador do vidro traseiro, direção elétrica progressiva, freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA), airbags frontais para motorista e passageiro, preparação para sistema de áudio, retrovisores externos na cor da carroceria, rodas de aço aro 14 com pneus 165/70 R14, tampa de combustível com abertura interna, volante com regulagem de altura.

1.0 S – R$ 34.490
Possui todos os itens da versão 1.0 Conforto, além de acabamento em prata no apoio de braço da porta dianteira, travas elétricas das portas e do porta-malas com acionamento pela chave, vidros dianteiros e traseiros elétricos, maçanetas internas cromadas, retrovisores com regulagem elétrica, revestimento das portas dianteiras em tecido.

1.0 SV – R$ 36.990
Engloba todos os itens da versão acima, além de aerofólio com brake light e lâmpada de LED, rádio CD/Player com entradas para iPod/USB e sistema Bluetooth, quatro alto-falantes, conexão para arquivos digitais de música por streaming, volante multifuncional, maçanetas externas na cor da carroceria, moldura da grade inferior cromada, farol de neblina dianteiro com acabamento cromado, revestimento dos bancos diferenciado, rodas de liga leve aro 15 e pneus 185/60 R15.

1.6 S – R$ 37.490
Motor 1.6 e todos os itens da versão 1.0 S.

1.6 SV – R$ 39.990
Motor 1.6 mais o pacote da versão 1.0 SV.

1.6 SL – R$ 42.990
Motor 1.6, todos os itens da versão 1.6 SV, além de ar-condicionado digital automático, acabamento piano black no painel central, alarme perimétrico com acionamento na chave, faróis dianteiros e traseiros com máscara negra, maçanetas externas cromadas, revestimento dos bancos em padrão diferenciado, rodas de liga leve aro 16 e pneus 185/55 R16, sistema multimídia com display de 5.8 polegadas, câmera traseira, sistema de navegação por GPS e Nissan Conect, que permite acesso às redes sociais.

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Lançado no Salão de Frankfurt (Alemanha) do ano passado, o New March feito no Brasil possui algumas diferenças estéticas, que segundo a Nissan, fizeram-se necessárias para deixar o compacto mais ao gosto dos brasileiros. Há discretas modificações no visual dianteiro e traseiro (incluem os para-choques e conjunto óptico). Já as rodas de 16 polegadas e novo volante (igual ao do Versa) não passam despercebidos aos olhos dos mais atentos.

Comparado ao antigo March, o modelo nacional sai na frente em termos de visual, já que ostenta um desenho mais arrojado e ainda ganha em tamanho, sendo 4,7 cm maior no comprimento (totalizando 3,83 m) e 1 cm na largura (1,68 m). A distância entre-eixos e a altura se mantiveram em 2,45 m e 1,53 m, respectivamente.

A lista de equipamentos também é mais completa e, desde a versão de entrada, apresenta bom custo-benefício, incluindo de série ar-condicionado e direção elétrica. Mesmo nas versões superiores o compacto continua sendo interessante. O topo de linha traz até sistema multimídia composto por uma tela de 5.8 polegadas, câmera de ré, navegador com GPS e ar-condicionado digital automático.

A cereja do bolo fica por conta da tecnologia Nissan Conect, que promete atrair o público jovem. O sistema permite acessar a busca do Google e o Facebook, quando conectado ao plano de dados de um smartphone (funciona com aparelhos Android e IOS). Após conectado, o usuário passa a controlar as funções pela tela sensível ao toque do carro ou por meio de comandos de voz. O pessoal mais antenado vai gostar de saber que é possível publicar um status no facebook, fazer o GPS traçar uma rota levando em consideração uma localização compartilhada na rede social ou até buscar um ponto de interesse na internet, como se estivesse usando o Google do computador de sua casa.

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Se essa funcionalidade empolga os consumidores que buscam novidades, a gama de motores não causa nenhuma surpresa, já que continua a mesma do antigo March. Por outro lado, a dupla composta pelos blocos 1.0 e 1.6 se destaca pelo desempenho equilibrado e bom consumo.

Equipado com o 1.0 16V flex de 74 cv e 10 kgfm o hatch é capaz de acelerar até os 100 km/h em 13,7 segundos, de acordo com a marca. Já o propulsor 1.6 1.6 16V flex de 111 cv e 15,1 kgfm cumpre a tarefa em 9.49 segundos, e com uma boa dose de diversão. Ambos os propulsores receberam a nota A de consumo no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), do Inmetro.

Todos as versões do New March são equipadas com câmbio manual de 5 velocidades. Questionada sobre a falta de um câmbio automático na linha, a Nissan garante que o carro é competitivo do jeito que está, mas não chega a descartar a possibilidade de o compacto ganhar esse tipo de transmissão futuramente. Se isso acontecer, a concorrência terá (mais) trabalho.

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