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A Mitsubishi trouxe ao Brasil a sua divisão de alta performance, batizada de Ralliart. Criada em 1984 no Japão a grife é responsável por projetar, fabricar, desenvolver, preparar e customizar veículos aptos a encarar competições no asfalto e na terra.

Achou legal? Então espere até saber que o piloto dessas máquinas pode ser você! Isso porque a fabricante nipônica também organiza campeonatos com seus modelos como o objetivo de fazer o automobilismo se tornar realidade para quem não teve a sorte ou a oportunidade de se tornar um piloto profissional. Para isso, oferece uma infraestrutura completa para os participantes, com direto ao suporte de uma equipe oficial de fábrica.

A sede brasileira — a 23ª no mundo — encontra-se na cidade de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, em uma área de 10 mil m². O local não foi escolhido ao acaso: está a 20 quilômetros do autódromo Velo Città, utilizado como local de testes e aperfeiçoamento dos veículos, além de ser palco para a Copa Lancer e o curso de pilotagem da marca.

O Carsale visitou o complexo, ficou por dentro da história da grife e conta todos os detalhes!

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30 anos de Ralliart

Antes de tudo é preciso entender que o nome Ralliart também é utilizado na equipe oficial de competições da Mitsubishi, que ao longo de doze anos acumula títulos no automobilismo mundial. Os carros da marca já foram 12 vezes campeões do Rally Dakar (maior prova de rali do mundo), quatro vezes do World Rally Championship, o WRC (mundial de rali de velocidade), 11 títulos no P-WRC (com carros de produção), só para citar as mais importantes.

Você também vai encontrar a grife Ralliart presente em versões diferenciadas de alguns carros de produção da marca. No Brasil o único modelo que leva o nome da grife é o Lancer Sportback Ralliart, oferecido por R$ 129.990.

No Brasil a Ralliart é responsável por 84 veículos feitos para competições. Esses modelos são as picapes L200 Triton, que participam do rali Mitsubishi Cup, os modelos que correm na Lancer Cup, os carros do Rally Dakar e Rally dos Sertões, além do Campeonato Brasileiro de Rali Cross-Country.

Todas as vezes que um desses carros sai para competir, após as corridas a Mitsubishi se encarrega de levá-los de volta para o complexo de Mogi Guaçu, onde vão passar por uma minuciosa revisão. No local são feitos todos os procedimentos desde a lavagem, serviços de funilaria e mecânica. Por fim, os veículos saem de lá novinhos em folha e serão entregues aos pilotos na próxima corrida. Quer saber como isso acontece? Então vá para o próximo tópico!

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Paga e acelera!

Tudo o que os participantes das competições precisam fazer é estar no dia da prova com seus equipamentos pessoais (macacão, luvas e capacete) e disposição para acelerar. O resto a Mitsubishi faz. Essa é proposta do sistema chamado de sit&drive.

É claro que o automobilismo continua cobrando um preço (alto) para quem gosta de estar atrás do volante. No caso da Mitsubishi, ter um carro preparado e uma equipe à disposição pode variar de R$ 14 a R$ 40 mil por etapa da competição.

A marca garante aos seus participantes uma boa dose de comodidade, que inclui logística de transporte, carro revisado, seguro incluso, mecânicos à disposição e modelos idênticos para todos os competidores.

Vale frisar que para entrar no sit&drive é preciso ter a carteira de piloto emitida pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA).

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Ralliart nas ruas

Somente no Brasil a Ralliart está ligada diretamente à fábrica, o que favorece a troca de experiências. O que a marca já adiantou é que está trabalhando na criação de kits exclusivos para os veículos de produção da Mitsubishi. Quais são as novidades que estão por vir e quando serão lançadas ainda é segredo.

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