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Cerca de cinco meses depois de ser lançada no Japão, a terceira geração do Honda Fit foi, enfim, apresentada oficialmente ao mercado brasileiro. Ligeiramente maior, com visual mais agressivo, o monovolume fabricado em Sumaré (SP) – e a partir de 2015 também em Itirapina (SP) – foi totalmente renovado e chega à rede de concessionárias a partir da próxima segunda-feira (5) com a missão de aumentar a sua participação no mercado e se tornar o modelo mais vendido pela marca no País – atualmente, o Civic é o líder de vendas da Honda no Brasil.

Com os preços revelados desde o dia 4 de abril, o novo Fit é montado sobre uma nova plataforma e recebeu modificações que, segundo a Honda, o deixaram mais espaçoso, eficiente e econômico. Com visual mais esportivo, o modelo deixou o jeitão de carro de família no passado e agora tenta conquistar clientes mais jovens e até mesmo donos de versões mais completas de compactos premium, como Citroën C3, Ford New Fiesta e Peugeot 208.

Confira abaixo os valores das versões e seus principais equipamentos de série:

Fit DX M/T – R$ 49.990: freios com ABS (anti-travamento) e EBD (distribuidor de frenagem), airbags frontais, ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas das quatro portas com acionamento elétrico, rodas de ferro de 15 polegadas com calotas plásticas, aviso sonoro do cinto de segurança do motorista, volante com regulagem de altura, tomada 12 Volts, abertura interna do tanque de combustível.

Fit DX M/T – R$ 54.500: acréscimo da transmissão CVT.

Fit LX M/T – R$ 54.200: todos os itens da DX, mais rodas de liga leve de 15 polegadas, retrovisores pintados na cor da carroceria com regulagem elétrica, rádio 2 DIN AM/FM com USB, Bluetooth e quatro alto-falantes, vidro do motorista com função um-toque, iluminação interna central e do porta-malas, bancos traseiros bipartidos (60/40) com sistema ULTRa SEAT, banco do motorista com regulagem de altura e alarme anti-furto.

Fit LX CVT – R$ 58.800: adição da transmissão CVT.

Fit EX CVT – R$ 62.900: equipamentos da LX com o acréscimo de rodas de liga leve de 16 polegadas, grade frontal com acabamento black piano (preto brilhante), sistema de áudio com tela de 5 polegadas, Bluetooth/AM/FM/CD/USB/AUX, câmera de ré e comandos no volante, coluna de direção com regulagens de altura e profundidade, chave canivete, faróis de neblina

Fit EXL CVT – R$ 65.900: todos os itens da versão EX, mais retrovisores com repetidores de seta, para-brisa degradê, computador de bordo, painel de instrumentos com grafismo e iluminação exclusivos, bancos e volante revestidos em couro, além de airbags laterais.

Logo de cara, o Fit chama a atenção pela aparência mais musculosa (a nova identidade da Honda será adotada também pela nova geração do sedã City e pelo SUV compacto Vezel), caracterizada pela lateral definida por dois vincos. A dianteira do modelo recebeu faróis espichados e para-choque com duas entradas de ar falsas que dão ao monovolume certa esportividade. Já a traseira leva dois apliques refletivos nas bordas do vidro que passam a impressão de as lanternas se estenderem até o teto.

Do lado de dentro, o modelo manteve a sobriedade das gerações anteriores, com acabamento condizente para a proposta do veículo, porém com desenho mais retilíneo. A Honda afirma que diversas modificações foram realizadas no tanque de combustível e nas suspensões para deixar o habitáculo 139 litros mais espaçoso. O porta-malas, entretanto, teve a sua capacidade reduzida em 21 litros (363 litros ante 384 da geração anterior).

Trem de força melhorado e volta da transmissão CVT

Nesta geração, o Fit será oferecido apenas com a conhecida motorização de 1.5 litro de 16 válvulas i-VTEC, que desenvolve 116/115 cv de potência (etanol/gasolina) a 6 mil rpm e 15,3/15,2 kgfm de torque a 4.800 rpm. Assim como acontece nas linhas Civic e CR-V, o motor do monovolume passa a contar com a tecnologia FlexOne, que dispensa o uso do tanquinho de gasolina para partida a frio. O sistema aquece o combustível antes mesmo de a chave ser girada no contato.

Motivo de elogios dos proprietários da primeira geração do Fit, a transmissão CVT (continuamente variável) volta a fazer parte da gama do modelo. O sistema substitui a antiga caixa automática convencional de cinco velocidades e promete favorecer não só o desempenho, mas, principalmente, o consumo de combustível.

O câmbio manual de cinco marchas também foi “retocado”. A primeira marcha foi encurtada para dar mais agilidade ao veículo no trânsito urbano, enquanto a quinta foi alongada para favorecer o desempenho e o conforto na estrada.

Segundo a fabricante, o Fit ficou 17% mais econômico nas versões com transmissão CVT e 8% nas configurações com a caixa manual. Confira na tabela abaixo os dados de consumo fornecidos pela Honda.

Combustível
Percurso
CVT
M/T
EtanolCidade8,3 km/l8,3 km/l
Estrada9,9 km/l9,5 km/l
GasolinaCidade12,3 km/l11,6 km/l
Estrada14,1 km/l13,6 km/l

Como anda

O Carsale avaliou uma unidade da versão EX equipada com o câmbio CVT em um rápido trajeto por vias expressas de Florianópolis (SC) e pode notar que o modelo ficou com uma pegada mais esperta, mas (bem) longe de ser esportiva. O comportamento dinâmico do modelo, que já era bom, mostrou uma sensível melhora no que diz respeito à transmissão e direção, o que deverá continuar agradando os clientes da marca.

O Fit mostra um pouco mais de vigor pelo fato de estar cerca de 60 quilos mais leve em relação ao antecessor e pelo câmbio CVT, dotado de conversor de torque, que deixa o carro mais esperto em arrancadas. A caixa tem funcionamento suave e sem trancos. Bom para quem aprecia o conforto ao volante.

Outro ponto a favor do monovolume é a direção elétrica, que foi recalibrada e ficou mais precisa em velocidades mais altas.

Embora tenha sido totalmente renovado, preservando a sua versatilidade e prometendo ser um carro mais “emocional” de ser conduzido, o Fit peca (especialmente perante as configurações mais completas dos compactos premium) pela falta de refinamento, sobretudo, em suas versões mais caras. O interior do modelo é predominado por plásticos duros e sente a falta de itens como tela sensível ao toque e ar-condicionado digital. Para um veículo com certo apelo familiar, e tabelado acima dos R$ 60 mil, também é sentida a ausência de equipamentos de segurança como controles de estabilidade e tração, além da troca dos freios traseiros a disco pelo sistema a tambor.

Mercado

Com a meta de vender 48 mil unidades do novo Fit até o final deste ano, a Honda pretende superar a marca registrada pela geração anterior em 2013 (40.637 emplacamentos). A marca diz que a versão LX responderá por 49% do mix de vendas, seguida pela EX (38%), EXL (10%) e DX (3%).

Viagem a convite da Honda.