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O Citroën C3 é um carro agradável de dirigir, principalmente no trânsito urbano. O motorista fica em uma posição mais elevada que a da maioria dos compactos, porém sem aquela sensação de estar ao volante de uma minivan. A visibilidade do modelo é um de seus pontos fortes por conta da área envidraçada mais ampla e os grandes espelhos retrovisores externos facilitam a vida do condutor em manobras.

Devido a boa dirigibilidade e às dimensões externas enxutas – 3,94 metros de comprimento, 1,70 m de largura, 1,52 m de altura e 2,46 m de distância entre-eixos – o C3 vai bem nas grandes cidades e é um carro fácil de estacionar. A tarefa fica ainda mais fácil pelo fato de o modelo ser equipado com direção com assistência elétrica. O volante, entretanto, poderia ser um pouquinho menor.

Outro ponto positivo que faz do C3 um bom companheiro no caótico trânsito urbano das grandes cidades é o silêncio a bordo. O carro tem um isolamento acústico bastante eficiente, eliminando a necessidade de aumentar o volume do rádio em demasia. Já o ar-condicionado é um tanto barulhento quando ligado em velocidades mais altas.

Embora seja equipado com rodas de liga leve de 16 polegadas, o carro avaliado não sofre muito com a buraqueira das ruas de São Paulo. A suspensão tem calibragem menos rígida, que privilegia o conforto.

O principal ponto negativo do carro até então tem sido o consumo de combustível: abastecido com etanol, o compacto tem registrado médias de absurdos 4,5 e 5,0 km/l. A melhor marca mostrada pelo computador de bordo foi de 5,6 km/l, sempre rodando na cidade. Não é de agora que o apetite voraz do motor 1.6 16V da Citroën é motivo de críticas. A geração anterior do C3 já sofria com o consumo desse propulsor.