Dirigir o novo Citroën C3 não é uma tarefa nada complicada. Muito pelo contrário. Mas antes de partimos para as impressões, vamos explorar primeiro a cabine. O interior também acompanha as linhas arredondadas da carroceria. O painel tem fácil leitura, mas nem tudo dentro do carro é muito funcional. Os botões de ajustes básicos, como o do volume do som ou dos retrovisores são pouco intuitivos e a tela multímidia no console central não é retrátil. Vale lembrar que a versão avaliada neste Alta Rodagem traz o item de série.

O ajuste de profundidade dos bancos dianteiros ainda são manuais e falta de ajustes de altura para os cintos de segurança dianteiros já foi apontado como um dos vacilos do compacto. Já a alavanca do câmbio automático possui manopla e trilho com acabamento cromado, que retém demais a temperatura e reflete a luz do sol no rosto do motorista, prejudicando a sua visão.

Sendo assim, o para-brisa Zenith ainda é a grande atração da cabine, com um aumento de 80° de visibilidade em relação a um carro com para-brisa normal. Quem não quiser pegar uma insolação enquanto dirige, pode testá-lo a noite. A dica já está implícita no nome: Zenith, na Astronomia, é o ponto mais alto que um astrônomo pode ver na esfera celeste. A única parte chata é que a peça recuável que serve de “telhado” balança e faz barulho ao passar por alguns buracos. Para quem ficou curioso sobre o Zenith, o vídeo acima mostra como funciona o sistema.