Nissan Altima chega por R$ 99.800 para acirrar a briga entre os sedãs grandes

Produzindo veículos no País há mais de 10 anos, a Nissan quer reforçar a sua participação no mercado brasileiro com o lançamento da quinta geração do sedã grande Altima, que chega importado dos Estados Unidos em versão única (SL) por R$ 99.800. O lançamento do modelo faz parte dos planos da fabricante, que pretende aumentar a sua participação de 2% para 5% e ser a líder entre as japonesas no Brasil até 2016. Além disso, a Nissan começará a produzir o sedã Versa na fábrica de Resende (RJ) a partir de 2014.

Fabricado em Smyrna, no estado norte-americano do Tennessee, o Altima chega para brigar em uma categoria atualmente dominada por Ford Fusion e Hyundai Azera, com 30% e 7% de participação, respectivamente. Modelos como Honda Accord, Hyundai Sonata, Kia Cadenza e Optima, além de Volkswagen Passat também estão na mira do Nissan. Apesar de ser pouco conhecido no Brasil, o Altima vende cerca de 300 mil unidades por ano e disputa as primeiras posições do segmento com Honda Accord e Toyota Camry nos Estados Unidos.

A Nissan não detalhou a estimativa de vendas do modelo, mas disse que pretende comercializar as primeiras 250 unidades importadas ainda em 2013. O Altima tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem, e revisões (a cada 10 mil quilômetros) com preço fechado. Até os 60 mil quilômetros, os gastos são de R$ 3.474.

Totalmente renovado, o sedã tem estilo bem ao gosto do consumidor norte-americano, mais voltado à discrição, porém com linhas modernas. A linha do teto é levemente caída, lembrando a capota de um cupê, e emenda com a traseira curta. A dianteira conta com faróis triangulares e é destacada por uma grande grade cromada. O interior tem desenho sóbrio, mas sem ser conservador demais, e chama a atenção pelos materiais de ótima qualidade e pelo cuidado na montagem das peças.

Sob o capô, o Altima comercializado no Brasil leva um quatro-cilindros a gasolina de 2.5 litros de 16 válvulas e comando de válvulas variável, que desenvolve 182 cavalos de potência a 6 mil rpm e 24,8 kgfm de torque máximo a 4 mil rpm. O propulsor trabalha em conjunto com uma transmissão CVT (continuamente variável), que simula sete velocidade com o modo Sport ativado. O sed&ttilde; de 1.469 quilos mede 4,86 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,47 m de altura e 2,77 m de entre-eixos. A capacidade do porta-malas é de 436 litros.

Segundo a Nissan, o Altima recebeu nota A no Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro. As médias de consumo do sedã ficaram em 10,1 km/l em ciclo urbano e 13,1 km/l em trecho rodoviário, com 120 gramas de dióxido de carbono emitidas a cada quilômetro rodado. A fabricante diz que o modelo é 15% mais econômico que a geração anterior.

E o V6?

De acordo com a gerente de Produto da Nissan, Ana Serra, a versão equipada com o bloco de 3.5 litros V6 de 275 cv não será importada por conta dos resultados das pesquisas feitas com clientes em potencial do Altima. “Poucos (clientes) despertaram interesse pela versão V6, por isso optamos por não arcar com os custos de homologação de um motor que responderia por, no máximo, 3% do mix de vendas”, disse a executiva.

Embora não ofereça tecnologia bicombustível como o líder da categoria, o Ford Fusion, o Altima compensa na lista de equipamentos de série: ar-condicionado automático digital de duas zonas, direção com assistência eletro-hidráulica, banco do motorista com ajuste elétrico, interior revestido em couro, sensores de chuva e luminosidade, sistemas de monitoramento do ponto-cego e de mudança de faixa, controle subesterço, auxílio de partida em rampa, freios com ABS (anti-travamento), EBD (distribuidor de frenagem) e BA (assistência de emergência), airbags frontais, laterais e de cortina, faróis de neblina, bancos dianteiros com aquecimento, rodas de liga leve de 17 polegadas, sistema multimídia com som da marca Bose, tela sensível ao toque de 7 polegadas, câmera de ré, GPS, MP3, USB, AUX, nove alto-falantes e conexão Bluetooth.

Para adaptar o Altima às complicadas condições de rodagem das ruas e estradas brasileiras, a Nissan afirma que substituiu os amortecedores e buchas da suspensão traseira (do tipo independente) do sedã após 150 mil quilômetros de testes de rodagem realizados no País.

Tocada tranquila e conforto de sobra

O Carsale avaliou o Nissan Altima em um teste-drive curto, porém com percurso variado, entre as cidades paulistas de Guararema e Santa Branca. O sedã mostrou que sabe se comportar de maneira equilibrada tanto em ruas esburacadas quanto em rodovias com asfalto de boa qualidade. O destaque fica para a suspensão com acerto voltado ao conforto, mas sem deixar o carro molenga em trechos mais sinuosos.

O motor cumpre bem o seu papel, sem impressionar, pois o torque máximo de 24,8 kgfm é atingido a elevados 4 mil rpm. Na estrada, o Altima vai bem em uma tocada mais tranquila. O câmbio CVT trabalha de maneira bastante linear e chega a elevar o giro do propulsor quando a tecla Sport é ativada, simulando sete velocidades. O recurso também deixa a direção um pouco mais rígida.

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