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Para responder ao avanço da concorrência no disputado segmento de compactos (diga-se, os novos Ford New Fiesta e Peugeot 208) e alavancar as vendas do Punto, a Fiat passou a oferecer desde o final de julho a série especial Blackmotion, que embora o nome remeta à cor preta, também é oferecida nas tonalidades branca, cinza e prata. O modelocusta a partir de R$ 50.550e mescla o pacote de equipamentos de série e opcionais da versão Sporting (R$ 48.280) com o visual externo mais agressivo da configuração topo de gama, a turbinada T-Jet (R$ 58.300)
O Punto Blackmotion compartilha com o irmão Sporting a motorização E-torq de 1.8 litro, que desenvolve 130/132 cavalos de potência e 18,4/18,9 kgfm de torque a 4.500 rpm (gasolina/etanol) e trabalha acoplada a um câmbio manual de cinco marchas ou ao automatizado Dualogic Plus (de segunda geração), também de cinco velocidades, oferecido como opcional por R$ 2.396 extras.

Por fora, o hatch exibe uma aparência mais “musculosa” por conta dos parachoques dotados de entradas de ar, na dianteira, e difusor e luz de ré centralizada, na traseira. O escape com ponteira dupla, alargadores nos para-lamas, retrovisores pintados em preto e as rodas de liga leve de 16 polegadas com desenho exclusivo, calçadas em pneus de medidas 195/55 R16, fosco reforçam o visual esportivo da versão.

Já a cabine deixa de lado os detalhes em vermelho da configuração Sporting e passa a ser predominada por elementos pretos, inclusive o forro do teto e a seção central do painel, confeccionada em material emborrachado e agradável ao toque. O interior do Punto Blackmotion impressiona pelo bom acabamento por apresentar materiais de boa qualidade e peças bem montadas e sem rebarbas. Há ainda apliques em plástico preto brilhante (black piano) no console central, pedaleiras em alumínio e volante revestido em couro.

De série, o Punto Blackmotion oferece ar-condicionado, direção hidráulica, airbags frontais, freios com ABS (anti-travamento) e EBD (distribuidor de frenagem), vidros das quatro portas, travas e retrovisores com acionamento elétrico, faróis de neblina, banco do motorista com regulagem de altura, chave canivete com telecomando para a abertura das portas, vidros e porta-malas, computador de bordo, sinalização de frenagem de emergência, faróis com máscara negra, lanternas com borda escurecida, rádio AM/FM/CD/MP3/USB/iPod com controles no volante, sensor de estacionamento traseiro, entre outros itens.

O carro avaliado pelo Carsale contava ainda com pintura metálica na cor cinza Scandium (R$ 1.110); câmbio Dualogic Plus, seletor DNA (altera os parâmetros do motor e acelerador) e piloto automático (R$ 2.396); kit Full 1: sensores de chuva e luminosidade, retrovisor interno fotocrômico e ar-condicionado automático digital (R$ 1.695); kit Stile 2: bancos revestidos parcialmente em couro, apoio central e banco traseiro bipartido (R$ 2.156); borboletas para trocas de marchas no volante (R$ 391); alarme antifurto (R$ 456) e airbags laterais e de cortina (R$ 2.709). Com todos esses opcionais, o preço final do carro chega a R$ 58.933, deixando-o R$ 633 mais caro que o Punto T-Jet.

Aparência impressiona mais que o desempenho

Embora esteja vestido com a “roupa” do arisco T-Jet, o Punto Blackmotion não exibe o desempenho empolgante que o visual sugere. O comportamento do hatch é adequado para o trânsito urbano por conta das arrancadas e retomadas espertas. O câmbio Dualogic Plus, apesar de ter melhorado consideravelmente em relação à geração anterior, dá a impressão de limitar a performance do motor. As trocas de marchas, entretanto, são realizadas praticamente sem trancos.

Um recurso interessante é o sistema DNA, que controla o comportamento do propulsor e as respostas do acelerador. O dispositivo é acionado por meio de um seletor localizado ao lado da alavanca do câmbio e conta com três diferentes modos de condução: N (normal), D (dinâmico, realiza as trocas de marchas a giros mais altos e deixa o pedal do acelerador mais sensível) e A (autonomia).

Com etanol no tanque, e configurado no modo Normal do sistema DNA, o carro testado apresentou um consumo urbano médio de 7,0 km/l,segundo o computador de bordo.No teste de consumo e desempenho realizado pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), a marca foi de 6,8 km/l. Em trecho rodoviário, o hatch atingiu os 10,9 km/l, com aceleração de 0 a 100 km/h em 12,09 segundos.

No modo Dynamic, as diferenças não foram muito significativas:6,5 km/l na cidade e 10,8 na estrada; 0 a 100 cumprido em 12,03 segundos.Na opção Autonomy, as marcas foram de 6,8 e 11,3, em trechos urbano e rodoviário, respectivamente. A aceleração da imobilidade aos 100 km/h foi realizada em 12,79 segundos.

Mas no geral, o Punto Blackmotion é um carro agradável de guiar. A posição de dirigir ideal é fácil de ser encontrada, a direção é precisa e a suspensão tem um acerto intermediário entre o conforto e a esportividade. O sistema não é molenga como em outros modelos da Fiat e nem rígido demais.

É uma pena que para ter todos os equipamentos descritos anteriormente o Punto Blackmotion supere tanto a faixa de preços de R$ 50 mil. Embora já esteja no mercado brasileiro há mais de cinco anos, o modelo ainda é um dos compactos mais agradáveis de dirigir disponíveis no mercado. O Fiat é opção de compra a ser considerada por quem não tem “bala na agulha” para adquirir um hatch médio – o Bravo parte de R$ 54.750 e os novos Ford Focus e Volkswagen Golf, além do Chevrolet Cruze Sport6, superam a barreira dos R$ 60 mil – e considera a compra de um compacto mais completo.