Sétima geração aposta na oferta de itens de série, bom custo-benefício e qualidade japonesa para conquistar novos clientes; preços vão de R$ 60.990 a R$ 71.990

Renovado, Nissan Sentra quer lutar pela quarta posição entre os sedãs médios

A Nissan acaba de lançar no Brasil a sétima geração do Sentra. Totalmente renovado, o sedã médio importado do México chega em três versões: S (R$ 60.990), SV (R$ 65.990) e SL (R$ 71.990). Todas as configurações são movidas pelo bloco 2.0 litros bicombustível, que entrega potência de 140 cavalos com etanol ou gasolina. Segundo a Nissan, a versão de entrada deve responder por cerca de 10% do mix, enquanto a intermediária 50% e a topo de linha 40%.

Além de estar mais econômico, mais espaçoso e mais moderno, o Sentra também está mais ambicioso e quer deixar de ser coadjuvante no mercado brasileiro.

O sedã médio nipônico que até então figurava de maneira discreta no País chega com pretensões mais ousadas, entre elas dobrar o volume de vendas, passando para 1.300 a 1.400 unidades por mês. E tem mais: outra meta que a Nissan pretende alcançar é conquistar a quarta posição no segmento. Para isso, terá que derrotar o Volkswagen Jetta, que já ocupa esta vaga, também almejada pelo Renault Fluence. Os líderes continuam sendo a dupla Honda Civic e Toyota Corolla, nessa ordem, que respondem por cerca de 42% das vendas. Distante dos nipônicos o Chevrolet Cruze se mantém na terceira posição. Não podemos esquecer que o renovado Focus Sedan, que acaba de estrear por aqui, também quer entrar nesta briga. Portanto, o que dá para garantir é que o Sentra tem uma bela batalha pela frente.

Tudo o que mudou

Não é preciso dizer que o Sentra evoluiu no visual. A partir de agora o sedã está alinhado com a nova identidade da marca, também presente no já conhecido Versa e no sedã grande Altima, que estreará no País no próximo mês.

A Nissan garante que as alterações no design do Sentra, além de deixá-lo mais atraente, também contribuiram para reduzir o coeficiente de atrito (de 0,34 para 0,29) e aumentar o espaço do porta malas em 61 litros, totalizando 503 l. Mesmo ganhando em espaço, o sedã ficou até 33 quilos mais leve, dependendo da versão .

Sob o capô todas as configurações contam com o motor 2.0 litros e 16 válvulas – o mesmo utilizado na família Tiida e Livina – apto a entregar 140 cavalos a 5.100 giros e torque de 20 kgfm a 4.800 rpm, utilizando etanol ou gasolina. A novidade é que o propulsor recebeu o sistema Flex Start da Bosch, que dispensa o uso do tanquinho de partida a frio. Vale destacar que em todos os outros 119 mercados em que é comercializado, o Sentra usa o bloco 1.8. A Nissan justifica essa adaptação, pois em outros países o foco é a redução do consumo, enquanto o consumidor brasileiro está mais preocupado com o desempenho.

A versão de entrada é a única equipada com a transmissão manual de seis marchas. As demais usam o nova geração do câmbio CVT (de variação contíbua), que “simula” uma transmissão de automática de sete velocidades – nos Estados Unidos o conjunto é utilizado no Altima e Pathfinder. Segundo a fabricante, o novo câmbio recebeu cerca de 60% de componentes novos, o que deixou-o 13% mais leve.

A união do propulsor 2.0 litros com o novo câmbio CVT garantiu à setima geração do Sentra a nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro. A versão manual registrou médias de 10,5 e 7,2 km/l, com gasolina/etanol em trajeto urbano e 12,9 e 8,7 km/l com gasolina/etanol em trajeto rodoviário. Com o câmbio CVT o modelo cravou 10,2 e 6,9 km/l com gasolina e etanol na cidade e 12,9 e 9,1 km/l com gasolina e etanol na estrada.

E a economia de combustível também veio junto com a redução do ruído a bordo. Só para se ter uma ideia, acelerando a 120 km/h com a geração anterior o conta-giros marcava 2.400 rpm, o que foi reduzido para 2.000 giros no novo modelo.

A Nissan destaca também que o sistema de suspensão foi recalibrado para se adaptar melhor às ruas e estradas brasileiras. Com isso, o Sentra importado para o Brasil ficou mais alto que o americano.

Primeiras impressões

Não espere uma cara de surpresa  de quem vê, pela pimeira vez, a nova geração do Sentra por dentro. Isso porque os acabamentos do interior são sóbrios e a aparência é discreta. Porém, aos poucos, boas impressões vão surgindo. Os materiais utilizados em todo o habitáculo são de qualidade de toque agradável. O volante é revestido em couro em todas as versões e o espaço para quem vai na frente ou atrás é suficiente. Porém, há um deslize: mesmo na configuração topo de linha não há regulagem elétrica para o banco do motorista.

Em movimento, os destaques vão para o conforto da suspensão e o bom isolamento acústico. Para quem busca uma direção harmoniosa, o câmbio CVT é uma boa pedida. Como se trata de uma transmissão de variação contínua, o motorista não sofre com os incômodos trancos. Fica claro quando se está ao volante que o modelo não foi feito para quem busca esportividade. Tranquilidade e conforto são as palavras de ordem. Talvez, uma pequena dose de emoção seja encontrada na versão com câmbio manual, que deve responder por apenas 10% do mix.

Vale destacar que o porta-malas do novo Sentra de 503 litros é maior que o dos rivais Civic (449 l), Corolla (470 l) e Cruze (450 l). Nesse quesito, só o Jetta com os seus 510 l sai na frente.
Mas se o assunto é preço, o Sentra completaço sai mais em conta que todas as versões intermediárias dos três concorrentes citados.

Confira abaixo o preço e o conteúdo de série de cada uma das versões:

Sentra S — R$ 60.990: Traz câmbio manual de seis marchas, airbag duplo, rodas de 16 polegadas, lanternas e faróis em LED, volante em couro com comandos integrados, partida no botão (push start), conexão bluetooth, computador de bordo, faróis de neblina, retrovisores com luzes indicadoras, entre outros.

Sentra SV — R$ 65.990: Além dos itens da versão S, conta câmbio CVT (variação contínua) com ar-condicionado digital de zona dupla, tela de 4,3 polegadas e piloto automático.

Sentra SL — R$ 71.990: O modelo topo de linha acrescenta bancos em couro, teto solar, seis airbags (frontais, laterais e de cortina), rodas de 17 polegadas, câmera de ré, sensor de estacionamento, sistema de navegação e retrovisores dobráveis eletricamente.

Viagem a convite da Nissan

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