Minivan chinesa recebeu retoque visual, melhorias no interior, mas manteve o conjunto mecânico; preços começam em R$ 57.990 e R$ 59.990, para a versão de sete lugares

JAC J6 chega à linha 2014 de cara nova para se aproximar de Chevrolet Spin e Nissan Livina

A JAC Motors apresentou oficialmente, na última quarta-feira (2), a linha 2014 da minivan J6, que já havia sido revelada pela própria marca na segunda semana de setembro. Custando a partir de R$ 57.990 na configuração com capacidade para cinco ocupantes e R$ 59.990 na versão Diamond, de sete lugares, o modelo traz como novidade um facelift que custou US$ 40 milhões (cerca de R$ 88,1 milhões) aos cofres da JAC, segundo Sergio Habib, presidente da companhia no Brasil. “Renovar componentes como faróis e a tampa traseira custa muito caro para uma montadora”, disse o executivo.

Embora tenha recebido uma bem-vinda renovação visual, a J6 mantém o mesmo conjunto mecânico: motor 2.0 de 16 válvulas a gasolina com duplo comando de válvulas variável, que rende 136 cavalos de potência e 19,1 kgfm de torque a 4 mil rpm, e câmbio manual de cinco marchas. A transmissão, no entanto, recebeu ajustes no trambulador para favorecer a precisão dos engates da alavanca de mudanças. A fabricante diz que o monovolume acelera de 0 a 100 km/h em 13,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 183 km/h. O sistema de suspensão McPherson na dianteira e Dual Link na traseira – é independente nas quatro rodas.

Como os demais carros da marca, o monovolume oferece um bom pacote de equipamentos de série, que conta com direção hidráulica, ar-condicionado com saída para o banco traseiro, freios a disco nas quatro rodas com ABS (anti-travamento) e EBD (distribuidor de frenagem), airbags frontais, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, sistema de áudio com AM/FM/CD/MP3/USB, bancos dianteiros com regulagem de altura, entre outros itens.

De proposta familiar, a J6 oferece bom espaço interno para cinco ocupantes por conta de seu entre-eixos de 2,71 metros. O modelo mede 4,55 m de comprimento, 1,77 m de largura e 1,66 de altura. A capacidade do porta-malas é de 720 litros na versão de cinco lugares, mas cai para 198 litros na configuração Diamond se a última fileira de bancos (que podem ser removidos) estiver sendo utilizada.

Tapa no visual

Apesar de discreta, a reformulação fez bem ao desenho (que já era agradável) da minivan. O modelo ganhou novos capô, para-choque dianteiro, faróis, painel de instrumentos, tampa do porta-malas e lanternas. Estas últimas deixaram a posição vertical na terceira coluna da carroceria para serem instaladas horizontalmente na tampa do compartimento de bagagens.

De relance, a frente da minivan chinesa lembra bastante alguns modelos da Volkswagen, mas as linhas estão mais harmônicas que a da versão anterior. Já o painel aparenta estar mais sofisticado, pelo uso de plásticos de melhor qualidade, e por contar com um quadro de instrumentos de melhor leitura e com nova iluminação (ainda azulada). O volante é idêntico ao da Chevrolet Spin, a líder de vendas do segmento de minivans.

Mercado

Com o objetivo de vender 3 mil unidades da J6 por ano, a JAC usa como argumento, além do pacote de equipamentos, o maior espaço interno de seu modelo em relação à concorrência – 2,71 metros de entre-eixos ante 2,62 m da Chevrolet Spin e 2,60 m das Nissan Livina e Grand Livina. “O nosso carro utiliza a plataforma de um modelo médio, enquanto a Spin, líder do mercado, compartilha a arquitetura com compactos”, explicou Sergio Habib.

Apesar de ser, teoricamente, mais espaçosa, a J6 não disponibiliza transmissão automática nem como item opcional. Esse tipo de equipamento tem sido bastante requisitado por clientes dessa categoria de veículos, predominantemente adquirido por pessoas que buscam, além do maior espaço interno, conforto para encarar o carregado trânsito urbano das grandes cidades.

A JAC J6 é um carro mais agradável aos passageiros do que para o motorista. Quem viaja tanto na frente quanto atrás encontra um bom espaço para as pernas. Já os assentos da terceira fileira, disponível na versão Diamond, é ideal apenas para levar duas crianças.

Cumpre o que promete

Ao volante, a minivan cumpre o papel para o qual foi desenvolvida: transportar cinco ou sete ocupantes confortavelmente. A posição de dirigir não é tão elevada como a de outros monovolumes, mas o volante é demasiadamente inclinado para a frente. O motor empurra bem o veículo de 1.500 quilos no trânsito urbano, mas nega um pouco de fôlego em rodovias quando funciona abaixo das 3 mil rpm. O câmbio, embora bem escalonado, tem engates um tanto duros (talvez pelo fato de o carro testado estar com apenas 200 quilômetros rodados). A suspensão tem acerto um pouco mais rígido, porém, não compromete o conforto de quem está a bordo.

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