Novo utilitário compacto da Chevrolet parte de R$ 71.990 e vai para R$ 75.490 com pacote de opcionais

Chevrolet Tracker chega na versão LTZ para brigar só com o EcoSport completão

O segmento de SUVS compactos acaba de ganhar mais um competidor no Brasil: o Chevrolet Tracker. Modelo global da marca-norte americana o jipinho já é comercializado em mais de 100 países. Desenvolvido na Coreia e importado do México o modelo chega em versão única LTZ por R$ 71.990 — com um pacote de opcionais o preço sobre para R$ 75.490.

Os executivos da Chevrolet deixam claro que a mira do Tracker está apontada para o líder do segmento, o Ford EcoSport. Mas o SUV da GM visa atingir somente a fatia mais premium desde mercado, concorrendo com a versão topo de linha do EcoSport, a Titanium Powershift 2.0 (de R$ 73.990 a R$ 77.960). Outro importante competidor, o Renault sequer foi citado na apresentação do modelo.

A GM adianta que o volume de vendas esperado até o final do ano é de cerca de 1.800 unidades mensais. Para 2014, esse montante deve cair para aproximadamente 900 unidades. Isso porque em um primeiro momento os também mexicanos, Sonic  e Captiva estão cedendo parte de suas cotas de importação para o jipinho, o que deixará de acontecer no próximo ano. Só para citar, Ecosport e Duster emplacaram 5.537 e 4.842 unidades no último mês de setembro, consecutivamente.

Sem pretensão de buscar a liderança entre os utilitários compactos, a GM reforçou que também não tem intensão de ampliar a oferta de versões do Tracker e trazer opções mais básicas, como a LT manual. “O Tracker poderia ser um carro de volume, sem dúvida. Mas não vamos trazer a opção LT devido ao sistema de cotas”, afirmou Hermann Mahnke, Diretor de Marketing da Chevrolet.

O Tracker já está à venda e, segundo a GM, 70% das concessionárias já possuem o carro em estoque. Confira abaixo o conteúdo de série do Tracker e os itens do pacote de opcionais.

LTZ 1 – R$ 71.990: Direção hidráulica, ar-condicionado, travas elétricas, regulagem de altura para o banco do motorista, assentos em couro sintético, ajuste lombar elétrico, rodas de 18 polegadas, vidros elétricos, volante com regulagem de altura e profundidade, sistema multimídia MyLink com tela de sete polegadas sensível ao toque, conexões USB e Bluetooth, câmera traseira, airbags frontais, freios ABS, transmissão automática de seis velocidades

LTZ 2 – R$ 75.490: Este pacote de opcionais contempla os mesmos itens da versão acima e ainda acrescenta teto solar elétrico, airbags laterais e de cortina e painel em duas cores.

O motor do Tracker é o conhecido bloco Ecotec 1.8, o mesmo utilizado no Cruze, que rende 140 cavalos com etanol e gasolina, em ambos os casos a 6.300 giros. Já o toque máximo é de 18,9 e 17,8 kgfm com etanol e gasolina, aos 3.800 rpm, sendo que 90% da força já está disponível aos 2.200 giros. A transmissão é automática de seis velocidades e possibilita a troca sequencial por meio de botões na própria alavanca.

Com esse conjunto o Tracker pode acelerar até os 100 km/h em 11,5 segundos e alcançar velocidade máxima de 189 km/h, utilizando etanol, segundo a fabricante.

Em termos de tamanho, o jipinho da Chevrolet é maior em comprimento que o EcoSport e o Duster. As dimensões são de 4,24 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,64m de altura  e 2,55 m de entreeixos.

Impressões ao dirigir

O primeiro contato com o Tracker foi no campo de provas da GM, em Indaiatuba. Lá guiamos o veículo em uma pista que possibilitou experimentá-lo em diversas condições. O que mais chamou a atenção durante o test-drive foi o conjunto suspensão. O Tracker possui acerto confortável e, ao mesmo tempo, é capaz de garantir estabilidade elogiável nas curvas. Vale destacar que mesmo passando em trechos propositalmente acidentados e equipado com rodas de 18 polegadas o jipinho não faz os passageiros sofrerem.

O espaço interno também é um dos pontos fortes do SUV. Mesmo quem vai atrás encontra espaço suficiente para as pernas e cabeça. O passageiro que viaja no meio não sofre tanto com o túnel central do chão, que é baixíssimo.

Já visual interior não é surpresa para quem conhece outros modelos da marca. Painel digital, difusores de ar, manopla do câmbio e outros itens são idênticos aos de alguns veículos da Chevrolet. E isso é positivo e fica harmonioso no Tracker. Há ainda uma generosa quantidade de porta-objetos espalhados pelo habitáculo.

Em termos de acabamento, o Tracker pode frustrar consumidores mais exigentes, já que abusa de plásticos por toda a cabine – em alguns locais, como o puxador das portas dianteiras o plástico possui uma melhor qualidade e toque mais agradável.  Com o pacote de opcionais. o painel central ganha duas tonalidade de cinza.

Quando o acelerador é pressionado com mais força o utilitário responde bem e transmite segurança ao fazer ultrapassagens. Em algumas situações, o câmbio demora para encontrar a faixa de giro ideal, o que significa trabalho em giro mais alto e incômodo acústico. Porém, em velocidade constante, ele vai bem.  Um exemplo disso é que aos 100 km/h o ponteiro marca cerca de 2.500 rpm e aos 130 km/h pouco mais de 3.000 giros.

Os mais atentos poderão notar que não há controle de estabilidade no jipinho da GM, enquanto o item existe na versão mais cara do modelo da Ford. Versão com tração integral também não está nos planos, o que dá vantagem mais uma vez ao Eco e Duster. Se quiser uma participação pra lá de discreta no segmento, a GM está no caminho certo. Para disputar em termos de volume, só com uma versão mais barata e menos equipada. E isso, pelo menos por enquanto, não está nos planos.

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