Andamos nas versões 1.4 e GTI 2.0; vídeo exclusivo feito pelo Carsale durante o test-drive na Alemanha mostra como roda o esportivo

Primeiras voltas: Golf de sétima geração chega buscando a liderança entre os hatches médios

Com a estreia do Golf VII no Brasil, a Volkswagen quebra o jejum de seis anos sem atualização na gama do hatch, que desde 2007 sobrevive no País apenas como um facelift da quarta geração (lançada por aqui em 1999). O fim desta lacuna em relação ao restante do mundo acontece no próximo dia 27, quando as primeiras unidades da configuração Highline 1.4 2014 chegarão às lojas. A versão GTI 2.0 tardará um pouco mais e desembarcará somente no final de outubro.

E como uma das coisas que mais interessam é o preço, vamos direto aos valores sugeridos de todas as versões. Confira abaixo.

Golf Highline 1.4 TSI (Standard) – R$ 67.990

Golf Highline 1.4 TSI (Elegance) – R$ 72.990

Golf Highline 1.4 TSI (Exclusive) – R$ 82.990

Golf Highline 1.4 TSI (Premium) – R$ 92.990

Golf GTi 2.0 TSI DSG (Standard) – R$ 94.990

Golf GTi 2.0 TSI DSG (Exclusive) – R$ 110.990

Golf GTi 2.0 TSI DSG (Premium) – R$ 125.990

O Golf Highline traz sob o capô um motor 1.4 litro turboalimentado a gasolina, capaz de gerar 140 cavalos de potência e 25,5 kgfm de torque a partir de 1.500 rpm. Para esta configuração estão disponíveis as transmissões manual de seis marchas ou automatizada de dupla embreagem DSG de sete velocidades – esta última comercializada como item opcional por R$ 7 mil. Segundo a Volkswagen, o modelo acelera até os 100 km/h em 8,4 segundos e atinge a velocidade máxima de 212 km/h.

De série ele oferece direção com assistência eletromecânica, ar-condicionado digital de duas zonas, sistema Start/Stop (que desliga o motor em paradas curtas para economizar combustível), sistema de áudio com tela sensível ao toque de 5,8 polegadas, freios com ABS e distribuidor de frenagem (EBD), freio de estacionamento eletrônico, bloqueio eletrônico de diferencial, volante com ajustes de altura e profundidade, piloto-automático, sete airbags, rodas de liga leve de 16 polegadas, além de controles de estabilidade e tração.

Já o novo Golf GTI (vídeo abaixo), o mais potente da história, é equipado com um motor de 2.0 litros turbo a gasolina, que rende 220 cv e 35,7 kgfm a 1.500 rpm. Segundo a fabricante, para acelerar até os 100 km/h o hatch precisa de 6,5 segundos. A velocidade máxima é de 244 km/h. Nesta versão o câmbio é sempre o automatizado de dupla embreagem DSG de seis marchas. Entre os principais equipamentos de série estão os mesmos itens da versão Highline, além de rodas de 17 polegadas, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, chave presencial, entre outros.

Das Auto e liderança

O título deste trecho da matéria é o slogan que Volkswagen da Alemanha, utiliza mundialmente e, quer dizer, “O Automóvel”. E, pelo menos a princípio, os carros importados para o Brasil serão literalmente alemães, já que virão ao País diretamente de lá. A Volkswagen ainda faz mistério e não abre o jogo sobre uma futura importação do México ou a fabricação local. No segundo caso, se o modelo fosse produzido no Brasil, acredita-se que seria em parceria com a Audi, que também pretende nacionalizar a nova geração do A3, modelo que utiliza a mesma plataforma modular do Grupo Volkswagen, a MQB (Modularer Querbaukasten, em alemão).

E quando o assunto é o volume de vendas esperado para o novo Golf a Volkswagen novamente apela para o mistério e se limita a dizer que o objetivo é atingir a liderança do segmento. Atualmente o Ford Focus e o Chevrolet Cruze disputam entre os mais vendidos. Vale destacar que a nova geração do Focus, que estreia também no final deste mês, promete dar trabalho ao alemão.

E se você pensa que com a chegada Golf VII a quarta geração reestilizada, que é fabricada apenas em terras brasileiras, será aposentada, se enganou. A Volkswgen afirma que continuará produzindo e comercializando o veterano hatch, que recentemente passou por um reposicionamento de versões. Mas isso durará muito? A marca alemã também não abre o jogo.

Fartura de tecnologias só como opcional

Não dá para negar que a sétima geração do Golf é bastante tecnológica. Porém, os itens diferenciados são ofertados como opcionais. Duas das novas tecnologias, o Assistente de Luz Dinâmica (DLA), que controla automaticamente a intensidade dos faróis de acordo com a luminosidade do exterior e o Controle Adaptativo de Velocidade e Distância (ACC), que basicamente mantém uma velocidade pré-selecionada e uma distância definida do veículo à frente, estarão disponíveis somente em 2014.

Entre os demais opcionais se destacam o Park Assist na versão GTI, que auxilia em manobras de estacionamento; o Front Assist, que monitora a distância do tráfego à frente com o objetivo de evitar uma colisão; o City Emergency Brake ou Frenagem urbana de emergência, que funciona em velocidades de até 30 km/h e também visa impedir um acidente, deixando o sistema de freios pré-condicionado; o Detector de Fadiga, que alerta o motorista por meio de um sinal sonoro quando percebe falta de atenção ao volante; o Pro Active ou proteção proativa de passageiros, que em situação de frenagem forte tenciona os cintos de segurança do motorista e do passageiro da frente, além de fechar as janelas laterais (deixando uma pequena abertura) e o teto solar.

Primeiras voltas: 1.4 e 2.0

Difícil não se impressionar com o visual da sétima geração do Golf. Embora já conhecida pelos europeus há cerca de um ano, o primeiro contato surpreende. Ele possui claramente traços que remetem às gerações anteriores, com seu DNA marcante, reforçado pela larga coluna C, que a Volks faz questão de frisar que é inspirada em um taco de Golf. Segundo o designer criador do atual visual do hatch, Philipp Romers, a inspiração para a criação do modelo atual veio das primeira e quarta gerações.

Por dentro, o acabamento possui materiais de boa qualidade e com toque agradável. O desenho do painel e os comandos espalhados pela cabine foram pensados para privilegiar o motorista, ou seja, são de fácil acesso. O espaço para quem vai na frente é suficiente. Atrás dois adultos viajam tranquilamente. Já o ocupante do meio sofre com a falta de espaço para as pernas, uma vez que a saída do ar-condicionado atrapalha bastante.

Graças à utilização da plataforma MQB, de arquitetura flexível e posição padronizada de motor, a Volkswagen conseguiu aumentar as dimensões do hatch e deixá-lo mais espaçoso. Em relação ao Golf brasileiro de quarta geração o comprimento aumentou 5,1 centímetros, a distância entre-eixos cresceu 1,15 cm e comprimento do espaço da cabine foi ampliado em 6,8 cm.

A Volkswagen faz questão de frisar que comparado com a sexta geração ele ficou 100 quilos mais leve.

Ao volante do Golf VII 1.4 com câmbio automático de sete marchas a sensação é que o motor de 140 cavalos é suficiente para dar conta de seus 1.238 quilos (são 1.218 na versão manual). Em velocidade constante de 100 km/h a rotação fica em torno de 1.900 giros, o que privilegia o conforto acústico. Durante o test-drive nas perfeitas estradas localizadas nos arredores da cidade de Berlim, a suspensão se mostrou confortável e ao mesmo tempo bem acertada. Vale destacar que não colocamos o conjunto à prova de irregularidades no piso, ou seja, situações típicas das terras brasileiras. Quanto ao câmbio, as trocas são feitas de maneira ágil, em harmonia com o propulsor. Há a possibilidade de mudar as marchas manualmente por meio de aletas atrás do volante ou na própria alavanca.

Assumir a direção do GTI (vídeo acima) é um caso à parte. Basta pressionar o acelerador de forma mais vigorosa para que o motor emita em grave ruído que invade a cabine de maneira agradável e desperta no condutor a vontade de acelerar. Seus 220 cv e os 35,7 kgfm já disponíveis a iniciais 1.500 giros garantem segurança na hora de fazer ultrapassagens e retomadas em estradas. Não é preciso dizer que tudo isso é um convite para a diversão, certo? A transmissão de seis marchas também possibilita trocas manuais como na versão 1.4.

O carro testado por Carsale estava equipado com o navegador Discover Media, que funciona integrado ao sistema multimídia e dá as instruções da rota ao condutor em português de Portugal. O GPS será disponibilizado a partir do pacote Exclusive (para ambas as versões) e permitirá ao motorista atualizar os seus mapas gratuitamente por três anos, segundo a Volkswagen.

Conclusão

Agradável de guiar, bem equipado e com visual atual, o Golf VII parece ter predicados para conquistar os brasileiros. Por outro lado, vale lembrar que ele chega com preço inicial de R$ 15.600 acima da versão de entrada do Golf IV, atualmente à venda no Brasil. Não dá para esquecer também que o segmento de hatches médios está fervendo e que este mês um dos seus rivais mais fortes, o Focus, estreará no Brasil.

Mesmo sabendo da força da concorrência a Volkswagen não se contenta com pouco e almeja a liderança do segmento. Uma coisa é certeza: esse novo capítulo da guerra entre os hatches médios promete muitas opções e emoções para os consumidores brasileiros. No caso dos executivos das montadoras, as emoções podem se traduzir em ansiedade para saber quem vai se dar melhor nesse embate.

Viagem a convite da Volkswagen.

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