Carros-chefe mostram que montadora chinesa está mais caprichosa, mas estética acusa inspiração intensa em outras marcas

J3 e J3 Turin marcam novo passo da JAC no País

A renovação do hatch J3 e do sedã J3 Turin marcam o início de um novo passo da JAC Motors no País. Os modelos que representaram a entrada da marca chinesa em terras brasileiras mostram uma fabricante mais caprichosa, apresentando trato mais apurado na concepção de seus carros. Apesar disso, o acabamento de ambos os facelifts acusam desenhos inspirados em outras marcas (para não dizer iguais) o que fomenta a imagem negativa do produto chinês, famoso por copiar em vez de inovar.

Para ser mais específico, o design do painel de instrumentos (foto abaixo) não lembra o utilizado por outra marca? Tal tipo de semelhança não pega bem perante o consumidor mais atento e é um caminho perigoso a ser seguido. A própria JAC mostra que pode oferecer boa estética pelo que foi feito no restante do interior dos veículos.

O mesmo é evidenciado no bom gosto da parte frontal dos facelifts, que agora contam com desenhos mais modernos. Chama atenção o belo design dos faróis dianteiros, principalmente por um componente cromado que permeia toda a extremidade do globo ótico. Seu formato permite até confusão aos olhos, que podem enxergar luzes de LED a certa distância.

Na parte traseira, o J3 conservou a mesma estrutura, ao contrário do J3 Turin, que conta agora com faróis implementados na tampa do porta-malas, além de outro de frenagem presente no para-choque, este, que conta com formato menos achatado, dando ares mais horizontais ao sedã.

Deixando de lado a questão de estética e partindo para o desempenho, as versões 2014 não evoluíram perante os modelos lançados no Brasil em 2011, quando a JAC estreou no País. O motor segue sendo o quatro-cilindros de 1,4 litro de 16 válvulas a gasolina. Proporcionando 108 cavalos de potência a 6.000 rpm e torque de 14,1 kgfm a 4.500 rpm, o propulsor mostra performance satisfatória tanto para roteiro urbano quanto rodoviário.

Pena que ao romper os 100 km/h o habitáculo seja invadido por um som que faz até parecer que o bloco está sendo judiado obrigando o motorista a aumentar o volume do rádio por conta do barulho irritante. Aliás, o rádio faz parte do pacote itens de série junto com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, freios ABS (antitravamento) e EBD (distribuição de força), rodas de liga leve de 15 polegadas, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, volante com regulagem de altura e CD Player com conectividade mini-US.

Desta forma, o custo-benefício continua a ser chamariz para a linha J3 oferecida por R$ 35.990 no caso do hatch e R$ 37.990 para o sedã.

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