Crossover da marca britânica desembarca no Brasil, em versão única, apostando na esportividade e no visual excêntrico

Volta rápida: Mini traz Paceman por R$ 139.950

A Mini realizou nesta terça-feira (18), em São Paulo (SP), o lançamento do crossover Paceman no mercado brasileiro. Produzido na Áustria, o sétimo modelo da marca britânica desembarca no País apenas na versão Cooper S, custando a partir de R$ 139.950. Utilizando o slogan “o carro que morde”, a fabricante aposta na esportividade e, principalmente, no visual diferenciado para atrair clientes “descolados”.

De acordo com a Mini, o Paceman chega para inaugurar a classe de Cupês para Atividades Esportivas – dentro do segmento de compactos premium -, de olho nos consumidores que queiram migrar de modelos menores da própria marca e até mesmo os que desejam conciliar a vocação urbana de um hatch com a versatilidade de um SUV pequeno. Com pouco mais de 1.800 unidades vendidas no Brasil em 2012, a Mini acredita que o Paceman a ajudará a superar a marca de 3 mil veículos comercializados até o final do ano. As versões All4, equipada com sistema de tração integral, e a esportiva John Cooper Works chegarão apenas no segundo semestre.

Apresentado pela primeira vez no Salão de Detroit de 2011, o Paceman foi projetado para levar apenas quatro ocupantes e, assim como os demais modelos da marca, leva consigo a identidade visual carismática e a dirigibilidade semelhante à de um kart tão destacada pela Mini. O teto rebaixado na traseira, os para-lamas mais largos e a linha de cintura alta reforçam a esportividade do crossover, que é o primeiro modelo da marca a ter lanternas na posição horizontal. Medindo 4,11 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,52 m de altura e 2,59 m de distância entre-eixos, o crossover tem dimensões semelhantes às do irmão Countryman, dotado de carroceria de quatro portas. O porta-malas acomoda 330 litros de bagagem.

Sob o capô, o Paceman leva o já conhecido motor de 1.6 litro turbinado de 186 cavalos de potência e 24 kgfm de torque disponíveis entre 1.600 e 5 mil rpm. Com o overboost ativado, a força sobe para 26 kgfm. A transmissão é automática de seis marchas, com opção de trocas manuais na alavanca ou por meio de borboletas no volante. A Mini afirma que o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e atinge a velocidade máxima de 212 km/h.

Como a maioria dos carros de sua categoria, o Paceman configurado para o mercado brasileiro sai de fábrica bem recheado. De série, o crossover conta com ar-condicionado digital, direção com assistência elétrica, sistema de entretenimento com tela de 6,5 polegadas, GPS, computador de bordo e som da marca Harman/Kardon, teto-solar panorâmico, freios com sistemas anti-travamento (ABS) e de distribuição de frenagem, seis airbags (frontais, laterais e cortina), controles de estabilidade e de frenagem em curvas, sistema Start/Stop, rodas de liga leve de 18 polegadas, entre outros itens.

Vocação ainda é urbana

O Carsale testou o Mini Paceman em um teste-drive majoritariamente urbano, passando por um pequeno trecho de estrada, na Grande São Paulo. No breve contato com o carro foi possível notar que a marca britânica manteve a dirigibilidade típica de seus modelos. A pegada de kart, com direção de acerto mais rígido, remete ao pequenino Cooper. O eficiente motor de origem BMW empurra bem o crossover pela cidade e esbanja acelerações “espertas” em saídas de farol e ladeiras.

Na estrada, retomadas e ultrapassagens são realizadas sem dificuldades, mas o câmbio automático de seis velocidades se mostra lento quando comparado com as transmissões da concorrência, limitando um pouco o desempenho do carro. Por conta das rodas de 18 polegadas, calçadas em pneus de perfil baixo, e da suspensão (independente nas quatro rodas) mais rígida, o Paceman sofre em ruas esburacadas, sem comprometer em demasia o conforto de quem está a bordo.

O Mini Paceman pode ser considerado um automóvel excêntrico por combinar o carisma e a esportividade do Cooper S com um porte que remete aos crossovers e utilitários compactos. Talvez faça sucesso com o público endinheirado que gosta de novidades e de chamar atenção nas ruas. Para embalar no mercado brasileiro, o principal empecilho será convencer quem tem condições de comprar um compacto premium de mais de R$ 100 mil deixar de lado as opções da concorrência, como os renovados Audi A3, BMW Série 1 e Mercedes-Benz Classe A.

Teste-drive a convite da Mini.

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