Duas novas roupagens do hatch da Volkswagen apelam para a aventura, mas apenas uma diz a que vem

Gol é mais aventureiro como Rallye do que Track

O carro mais vendido do Brasil ganhou pela quarta vez em sua história a edição Rallye, voltada a consumidores que se atraem por hatches com pegada mais esportiva e um toque de atitude fora-de-estrada. O Gol ganhou ainda a inédita versão Track, que veste discreta roupagem focando os adeptos dos aventureiros urbanos.

Esteticamente falando, pouco pode ser dito em referência a esta versão, que sai por R$ 33.060. Foram implementados itens como apliques em preto nas caixas de roda, adesivo lateral e lanterna traseira escurecida. Por dentro, os bancos ganharam revestimentos exclusivos e acabamento cromado nos anéis das saídas do ar-condicionado.

Mais relevante foi a elevação em 2,3 centímetros da suspensão em relação ao Gol convencional, bem como a utilização de rodas de 14 polegadas com pneus de uso misto. Este tipo de "pisante", contraditoriamente, não está presente no Gol Rallye, apesar de o modelo pressupor maior pegada no fora-de-estrada. De acordo com a Volkswagen, a edição Rallye tem apelo mais focado na esportividade e por isso sentia a necessidade de calçar rodas mais largas.

Desempenho não é com a versão Track

Voltando a falar da versão Track, críticas são feitas à adoção exclusiva do motor de 1.0 litro (bicombustível). A entrega de 76 cavalos de potência e 10,6 kgfm de torque (quando o carro bebe etanol) faz com que o espírito aventureiro seja um tanto "chocho". Quando abastecido com gasolina, o Gol Track que traz câmbio de cinco velocidades, registra desempenho de 72 cv de potência e 9,7 kgfm de torque.

A lista de itens de série da versão conta com faróis de neblina, molduras nas caixas de roda, revestimento interno alusivo à versão, bolsas infláveis frontais, ABS, banco do motorista com regulagem de altura, vidros dianteiros e travas elétricos. Sendo uma versão diferenciada, bem que a Volkswagen poderia melhorar o custo benefício do produto e ceder a vasta lista de opcionais como itens de série. Os equipamentos são rádio, computador de bordo, vidros traseiros elétricos, chave canivete, alarme, rodas de liga leve, ar-condicionado e sensor de estacionamento.

O mesmo pode ser dito em relação à versão Rallye, que disponibiliza de fábrica, itens como ar-condicionado, airbag duplo, direção hidráulica, freios ABS (antitravamento), sensor de estacionamento, vidros, travas e retrovisores elétricos e coluna do volante ajustável. Os opcionais da edição são volante multifuncional, rádio CD player com MP3, Bluetooth e entradas auxiliar e USB e revestimento em couro.

O Gol Rallye é oferecido por R$ 45.850 com câmbio manual de cinco velocidades, mas não sai por menos de R$ 48.580 se o consumidor optar pela transmissão automatizada I-Motion, também de cinco marchas.

Saveiro ou Gol?

Respeitando os ideais da Volkswagen de uniformizar a estética de seus veículos, o Gol Rallye tem parte frontal idêntica à da picape Saveiro Cross, caracterizada por grade do para-choque dianteiro em formato de colmeia, molduras nas caixas de roda e grandes faróis auxiliares (milha e neblina). O visual externo também chama a atenção para o adesivo lateral, pelos detalhes na cor cinza nas partes inferiores do para-choque, laterais, retrovisores e difusor traseiro. No entanto, destacam-se as belas e exclusivas rodas de liga leve de 16 polegadas na cor preta com acabamento diamantado. Há ainda a opção pelas rodas na cor prata escurecido, mas como item opcional.

Por dentro, o acabamento foi escurecido. Os anéis que contornam as saídas do ar-condicionado são pretas e os bancos ganharam revestimento exclusivo com costuras brancas, que deram visual de muito bom gosto.

Dotado de motor 1,6 litros bicombustível, o desempenho do Gol Rallye agrada em superfície de terra. O veículo de 104 cv e 15,6 kgfm (quando abastecido por etanol) mostrou-se vigoroso durante o rali de regularidade que a Volkswagen organizou para testar o carro. Sempre que preciso, o carro mostrou disposição e bom nível de controle em condições adversas. Vale ressaltar que não eram condições extremas, afinal, trata-se apenas de um hatch com leve pegada aventureira. A suspensão elevada de 2,8 centímetros também ajudou bastante nessa brincadeira, seria interessante saber como seria o desempenho com pneus de uso misto.

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