Modelo de entrada da marca alemã agora tem perfil de hatch e aposta no visual e no apelo esportivo para rejuvenescer a clientela

MB Classe A volta renovado por R$ 99.900

A Mercedes-Benz lançou na última quarta-feira (3), em São Paulo, a terceira geração do Classe A, apresentada pela primeira vez no Salão de Paris do ano passado. O modelo compartilha a plataforma com a minivan Classe B e agora passa a ser um hatch premium que pouco lembra o compacto com perfil de monovolume fabricado em Juiz de Fora (MG) entre 1999 e 2005. Os preços começam em R$ 99.900 para a versão de entrada A200 Style e em R$ 109.900 para a A200 Urban.

Ausente do segmento de hatches premium desde o fim da produção da geração anterior, a Mercedes-Benz , até então, só assistiu a concorrência rivalizando com até três modelos nesta categoria. Para inserir o Classe A no mercado com um poder maior de competitividade, a marca da estrela de três pontas oferece um plano de financiamento com entrada de cerca de 60% do valor do carro e o saldo dividido em 36 prestações com taxa de 0,84% ao mês.

A200 Style: entrada de R$ 59.940 e 36 vezes de R$ 1.362.

A200 Urban: entrada de R$ 65.940 e 36 vezes de R$ 1.495.

Mirando os clientes do Audi A3 e do BMW Série 1, a Mercedes-Benz aposta no perfil esportivo e no design do Classe A para atrair um público mais jovem, formado por recém-casados e até mesmo pequenas famílias. De acordo com Dirlei Dias, gerente de vendas da montadora, “o nosso modelo voltado a quem procura funcionalidade e maior espaço interno é o Classe B”.

A expectativa da fabricante é vender cerca de 2 mil unidades do hatch até o final deste ano, sendo a versão mais cara, a Urban, responsável por 80% deste total.

Do Classe A antigo, só o nome

O Classe A é outro carro. Cresceu no comprimento e na largura, ganhou “músculos”, aparência de esportivo e deixou de lado a proposta familiar para concorrer com hatches de visual incrementado e motorização mais invocada. Além dos supracitados modelos alemães, o “mercedinho” entra em uma faixa de preços que também engloba modelos como o recém-lançado Citroën DS4 e versões mais equipadas e caras do MINI Cooper e do Volkswagen Fusca. O Classe A ainda conta com o status e o requinte da Mercedes-Benz.

O hatch mede 4,30 metros de comprimento, 1,43 m de altura, 1,78 m largura (2,02 m com os retrovisores) e 2,69 de distância entre-eixos. O porta-malas leva 341 litros de bagagem.

As duas configurações são equipadas com o motor de 1.6 litro turboalimentado de 156 cavalos de potência e 25,5 kgfm de torque, disponível entre 1.200 e 4 mil rpm. A transmissão é automatizada de sete velocidades e dupla embreagem, com opção de trocas por borboletas posicionadas atrás do volante. Como itens de série, o novo Classe A oferece direção com assistência elétrica, ar-condicionado, sete airbags, freios com sistema anti-travamento (ABS), distribuidor (EBD) e assistente de frenagem (BAS),piloto-automático com limitador de velocidade, sensores de luminosidade e de chuva, assistente de subida, sensor de fadiga do condutor, sistema de som Audio 20 (com tela de seis polegadas, Bluetooth e entradas USB e auxiiar), tecnologia Start/Stop, entre outros itens.

Na versão Style, acrescenta-se ao pacote acima grade dianteira cromada, rodas de liga leve de 16 polegadas com dez raios, difusor no para-choque traseiro, revestimento interno das portas em tecido, faróis de neblina e bancos em couro na cor preta.

Já a configuração mais cara, a Urban, tem a grade frontal com acabamento prateado, faróis bi-xenônio com luzes diurnas em LED integradas, volante revestido em couro perfurado, ar-condicionado digital com saídas cromadas, parte superior do painel na cor branca, escape com saída dupla, revestimento das portas e bancos em couro na cor cinza claro, rodas de liga leve aro 17 e luzes indiretas no interior com 17 pontos luminosos.

Equilibrado ao volante e motor pequeno e ágil

O Classe A tem posição de dirigir fácil de ser encontrada, apesar de não ser equipado com ajustes elétricos do banco do motorista. A direção tem respostas rápidas, mas o volante poderia ser um pouco menor para conferir uma pegada mais esportiva, principalmente na estrada. A suspensão filtra bem as imperfeições do solo, garante um rodar surpreendentemente confortável em piso liso e mantém o carro firme em curvas mais rápidas.

Já o motor tem um acerto bastante interessante por entregar o torque máximo a apenas 1.200 rpm e aparenta ter mais de 156 cv. Com o carro rodando a 120 km/h, o propulsor gira a apenas 2 mil rpm, mostra bom fôlego para fazer o hatch embalar e pede poucas reduções de marchas em trechos de subidas ou ultrapassagens.

O Classe A deverá atrair consumidores mais jovens à Mercedes-Benz e diminuir o estigma de “carro de tiozão” que a marca carrega. Além de muito bonito, agradável de dirigir, repleto de tecnologia e oferecer desempenho mais que suficiente para a sua proposta, ainda conta com a tradição de uma marca premium consolidada em praticamente todos os mercados onde atua. No entanto, peca pela falta de equipamentos de série, como GPS, sensor de estacionamento e câmera de ré, encontrados em modelos mais baratos.

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