Compacto global estreia por R$ 39.990 apostando no visual e no pacote de equipamentos para alavancar a participação da marca no País

Peugeot aposta todas as suas fichas no 208

A partir do dia 13 de abril a Peugeot começará a vender aquele que é considerado o seu maior lançamento desde a estreia do 206 no Brasil, em 1999. O 208, modelo global da montadora francesa, lançado há cerca de um ano na Europa, começou a ser fabricado em Porto Real (RJ) no final de janeiro e chega para ser o principal produto da marca no País. A meta é comercializar entre 2.500 e 3 mil carros por mês — praticamente o dobro da família 207, cuja expectativa é vender cerca de 1.500 unidades mensais.

Para produzir o 208 em terras fluminenses, a Peugeot investiu cerca de R$ 800 milhões na fábrica de Porto Real, a única fora da Europa a montar o compacto (as outras linhas de montagem são em Poissy, na França, e em Trnava, na Eslováquia). Apostando no visual e no pacote de equipamentos — dotado de itens, como central multimídia e teto panorâmico fixo de vidro — que a concorrência não oferece nem como opcional, a fabricante mira possíveis compradores de modelos como o Chevrolet Sonic hatch, versões mais caras do Hyundai HB20 1.6 e do Chevrolet Onix 1.4, além do Fiat Punto.

A Peugeot também destaca que o carro a ser vendido aqui é exatamente igual ao que roda na Europa, exceto pela grade dianteira ligeiramente maior e pela suspensão um centímetro mais alta. As alterações foram aplicadas para que o compacto possa suportar as condições de clima e de rodagem – leia-se ruas e estradas, na maior parte, em péssimas condições – encontradas no Brasil.

O 208 chega em três versões de acabamento e com duas motorizações. A de entrada, Active, e a intermediária Allure são equipadas com o bloco de 1.5 litro de oito válvulas flex, que entrega 89/93 cavalos de potência (gasolina/etanol) e 14,2/13,3 kgfm de torque (g/e) a 3 mil rpm. Já a topo de gama, Griffe, sairá de fábrica com o propulsor de 1.6 litro de 16 válvulas de 115/122 cv e 16,4/15,5 kgfm (g/e) a 4 mil rpm. Este último possui a tecnologia que exclui o tanquinho de gasolina da partida a frio.

De acordo com a Peugeot, a configuração Allure representará 50% do mix de vendas, enquanto a outra metade será dividida entre as versões Active e Griffe com câmbio automático.

Confira as versões, equipamentos de série e preços do Peugeot 208:

Active 1.5: ar-condicionado, direção com assistência elétrica, airbags frontais, freios com sistemas ABS (antitravamento) e REF (repartidor de frenagem), chave-canivete, vidros dianteiros e travas com acionamento elétrico, computador de bordo, rodas de aço de 14 polegadas com calotas e lanternas com LEDs de iluminação diurna. R$ 39.990.

Allure 1.5: acrescenta ao pacote da Active o teto panorâmico, central multimídia com tela de 7 polegadas, Bluetooth, sistema de áudio e GPS, espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica, faróis de neblina, rodas de liga leve de 15 polegadas, volante multifuncional revestido em couro e elementos cromados na carroceria. R$ 45.990.

Griffe 1.6 16V: inclui aos itens da Allure, rodas de liga leve de 16 polegadas, ar-condicionado automático digital de duas zonas, vidros traseiros com acionamento elétrico, piloto-automático, sensores de chuva, luz e de estacionamento. R$ 50.690.

Griffe 1.6 16V Automático: acrescenta transmissão automática sequencial de quatro velocidades, com borboletas atrás do volante. R$ 54.990.

Vale lembrar que a garantia é de três anos e a Peugeot ainda oferece seguro com cobertura total por 5% do valor pago pelo carro.

Logo de cara, o 208 impressiona pelas linhas externas modernas, ornamentadas por elementos cromados, e ainda inspiradas pelo “DNA felino” da marca. Do lado de dentro, chamam a atenção o quadro de instrumentos em posição mais elevada, o volante de diâmetro reduzido (10% menor que o do 207) e, principalmente, a tela de 7 polegadas da central multimídia, posicionada ao centro do painel. A cabine conta com plásticos de boa qualidade e peças bem encaixadas e sem rebarbas.

Segundo a Peugeot, o 208 mede 3,96 metros de comprimento, 1,70 m de largura e 1,74 m de altura. A distância entre-eixos é de 2,54 m (4 cm a mais que a do Honda Fit). O porta-malas tem 285 litros de capacidade.

Apesar de compartilhar a plataforma e o conjunto mecânico com o Citroën C3, o 208 tem um comportamento dinâmico bem distinto do co-irmão. Ao volante, o modelo da Peugeot tem uma pegada mais esportiva, graças ao painel elevado e ao pequeno volante. A alavanca de câmbio tem engates mais certeiros que o do C3. Em curvas mais rápidas, a suspensão bem acertada mantém o carro na trajetória e não permite que a carroceria role em demasia.

O carro testado pelo Carsale era uma unidade da versão Allure, equipada com o bloco de 1.5 litro. O propulsor tem desempenho bastante apropriado para a proposta do carro e acompanha o trânsito da cidade sem esforço, exigindo poucas reduções de marcha (o câmbio manual tem cinco velocidades). Na estrada, o motor embala o compacto com desenvoltura, exigindo certo cuidado para não extrapolar os limites de velocidade. O consumo médio registrado pelo computador de bordo ficou na casa dos 11 km/l, rodando com etanol.

Bonito, bem equipado e gostoso de dirigir, o 208 é a aposta da Peugeot no segmento de compactos premium para alavancar a sua participação no mercado com um produto de qualidade superior. No entanto, o novo hatch da marca francesa também tem condições de tomar as vendas de adversários de categorias inferiores – como as versões mais caras do Chevrolet Onix e do Hyundai HB20 – com a sua versão de entrada. Além de ter apelo visual, ser bem equipado e saber entreter o motorista, o 208 tem como outro trunfo estar atualizado com o que a marca vende no primeiro mundo.

Viagem a convite da Peugeot.

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