Utilitário da Jeep passa a ser equipado com motor turbodiesel de 241 cv fabricado na Itália pela VM Motori; preços partem de R$ 219.900

Grand Cherokee mostra a força do motor a diesel

Aproveitando o lançamento oficial do Dodge Durango, a Chrysler aproveitou o evento realizado em Barueri (SP) para apresentar o Jeep Grand Cherokee Limited CRD. Equipada com um motor turbodiesel de 3.0 litros V6 de 241 cavalos de potência e 56 kgfm de torque entre 1.800 e 2.800 rpm, câmbio automático de cinco marchas e tração integral com reduzida, a versão chega por R$ 219.900 e passa a ser a mais cara da gama. As configurações Laredo e Limited a gasolina, dotadas do motor Pentastar de 3.6 litros V6 de 286 cv e 35,4 kgfm, partem de R$ 159.900 e R$ 179.900, respectivamente.

O novo motor é fabricado na Itália pela VM Motori (mais uma empresa do Grupo Fiat) e substitui o da antiga geração, de origem Mercedes-Benz. A Jeep diz que o propulsor é 10% mais eficiente que o anterior e leva o jipão da imobilidade aos 100 km/h em 8,2 segundos e o faz atingir os 202 km/h de velocidade máxima. O consumo anunciado é de 9,7 km/l na cidade e de 13,9 km/l em trecho rodovário, proporcionando uma autonomia de 1.122 quilômetros (o tanque de combustível tem 93 litros de capacidade).

De olho em concorrentes como o Land Rover Discovery 4 S (R$ 243.900) e o Mitsubishi Pajero Full (R$ 173.990), ambos com motorização a diesel, a Jeep aposta no bom pacote de equipamentos do Grand Cherokee CRD para vender cerca de mil unidades do utilitário por ano. E a lista é farta: ar-condicionado automático digital de duas zonas, direção hidráulica, airbags frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista, controles de estabilidade e de tração, assistente de descida, bancos dianteiros com regulagem elétrica e aquecimento, interior revestido em couro, freios com ABS e EBD, faróis de bixenônio, câmera de estacionamento, sistema de entretenimento com tela de 6,5 polegadas, DVD com tela de 10 polegadas para o banco traseiro, teto-solar elétrico, entre outros itens.

Faz bonito na estrada e fora dela

O teste-drive com o Jeep Grand Cherokee foi realizado em duas partes: um trecho de cerca de 50 quilômetros na Rodovia Castelo Branco e uma trilha leve na região de Itu (SP). Apesar do peso de 2.347 quilos, o utilitário embala rápido e deslancha pela estrada em silêncio e pouco (ou quase nada) se ouve do motor italiano, que em nada deve ao antigo fornecido pela Mercedes-Benz. O Grand Cherokee roda a 120 km/h suavemente, sem emitir as vibrações comuns dos motores a diesel. Em retomadas e ultrapassagens, os 56 kgfm de torque fazem essas tarefas parecerem medíocres. O câmbio, no entanto, apresenta a mesma indecisão nas trocas de marchas notada horas antes no teste do Durango.

Na estrada de terra, com alguns trechos repletos de cascalho e facões, o Jeep mostra que o seu DNA dos tempos de guerra continua presente. Apesar de ser um veículo luxuoso, o Grand Cherokee não se intimida e enfrenta obstáculos aparentemente insuperáveis com impressionante facilidade. Toda a disposição do motor é auxiliada pela parafernália eletrônica que auxilia o condutor a escolher qual o recurso mais apropriado para a situação. Tudo isso somado a uma cabine bem acabada e confortável.

Graças ao novo motor e à sua consagrada capacidade fora-de-estrada, o Jeep Grand Cherokee torna-se (mais) uma interessante opção para quem procura e pode pagar mais de R$ 200 mil em utilitário movido a diesel. 

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