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As notícias relacionadas ao mercado de carros elétricos receberam grande destaque na última semana. E isso serve de alerta para os fabricantes que continuam sem apostar na mobilidade elétrica e híbrida. Vale dastacar que ainda há tempo para rever os conceitos. Mas, também é preciso alertar que não será sempre assim. Daqui a pouco os espaços estarão preenchidos, e os simpatizantes de São Tomé, não poderão reclamar da falta de avisos.

Aliás, Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault-Nissan, de quem peguei emprestado a frase que dá título a este artigo, em entrevista realizada em no dia 6 de julho, na cidade francesa de Aix-en-Provence, disse que “o investimento em veículos híbridos e elétricos não é uma aposta, é uma certeza.” Neste sentido, vale ressaltar que até o momento em que escrevo este artigo, nenhum presidente das mais de 200 montadoras existentes, veio a público garantir o contrário do que revelou Ghosn.

Fazendo uma síntese das principais publicações da última semana, em 2011, na China, foram vendidas 28 milhões de e-bikes, contra 19,3 milhões de veículos automotores a combustão interna. A mesma notícia evidencia que a Europa recebeu 2,6 milhões de bicicletas elétricas, fabricadas na China.

O mercado de bicicleta elétrica deve expandir-se substancialmente, pois estão sendo lançados equipamentos que transformam facilmente bicicletas mecânicas em elétricas, como é o caso do dispositivo Rubbee, que permite uma bicicleta rodar 25 quilômetros com uma única carga, e, além disso, ser totalmente carregada em apenas duas horas. O equipamento já está disponível para a venda no mercado.

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Outra notícia que sustenta a afirmação do presidente Ghosn é o relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), informando que a bateria de íon de lítio para o carro elétrico está apresentando rápida queda de preço no país.

Segundo o relatório, graças aos avanços tecnológicos e a crescente capacidade de fabricação nacional, o custo de uma bateria foi reduzido em quase 50% nos últimos quatro anos, e deverá cair para US$ 10.000 em 2015.

Ainda com relação à evolução dos veículos elétricos globalmente, temos outras evidências. A Renault, por exemplo, iniciará em breve a fabricação em massa do seu modelo elétrico ZOE. Até então, ele era produzido apenas para atender pedidos pontuais. Para apoiar a produção do ZOE, a Renault construirá uma fábrica de baterias ao lado da planta de automóveis de Flins, na França.

Também, as marcas Audi e Mercedes-Benz anunciaram um aumento da frota de carros híbridos. A Porsche, por sua vez, revelou a meta de vender 10 mil unidades do Panamera Hybrid Plug-In — o dobro do que foi alcançado em 2011. ABMW acaba de apresentar o i3 e i8, com possibilidade de vendê-los no Brasil.

Desde a introdução no mercado, em Janeiro de 2011, mais de 110 mil veículos elétricos (plug-in) foram vendidos nos Estados Unidos. Comparado aos primeiros anos de híbridos no mercado norte-americano, foram vendidas o dobro de carros elétricos (plug-in) desde sua introdução no mercado em 2011.

No Reino Unido, o governo anunciou que ampliará continuamente a rede de carregamento na cidade e nas residências. A região espera contar com 20% de participação de carros elétricos — algo em torno de 1,5 milhão de unidades até 2020.

Naturalmente, durante a última semana, foram publicadas várias outras notícias sobre a evolução dos híbridos e elétricos. Acesse o site Verde Sobre Rodase veja mais.