Cupê de R$ 99.990 usa requinte francês como trunfo para disputar com alemães premium

DS4 chega para brigar com gente grande

A Citroën traz em sua linha a notória proposta de vender veículos com acabamento e equipamentos superiores, mesmo quando o assunto são os modelos de entrada. Ou seja, com ela não tem essa história de carro pelado. Com a chegada da luxuosa família DS, a montadora francesa aumentou sua área de atuação para veículos genuinamente premium. O hatch DS4, que chega às concessionárias a partir de R$ 99.990, é a justificativa mais plausível desta teoria, haja visto que a marca mira o público comprador de Audi A3, BMW Série 1 e Mercedes-Benz Classe B.

O modelo desembarca no Brasil para completar a família que já conta com o compacto DS3 (R$ 79.990) e o crossover DS5 (R$ 124.990). Seu grande trunfo contra os alemães é o requinte à francesa, destacado pelo belo design exterior com linhas ousadas, porém harmoniosas, por toda a sua extensão. A parte frontal destaca-se pela grade formada pelos chevrons do logotipo e que dá um caráter mais agressivo ao modelo. O trato caprichoso com o carro fica explícito na faixa de LED que contorna os faróis de neblina.

O acabamento traseiro ganha destaque pelo aerofólio acima da vigia, que intensifica o ar esportivo, o qual o cupê apresenta também em sua silhueta lateral – com as maçanetas das portas traseiras ocultas, o veículo afirma a estigma de que carro esportivo só precisa de duas portas.

Como beleza não se põe na mesa, o assunto agora é motor. O propulsor é o consagrado quatro-cilindros THP de 1.6 litro turbo, desenvolvido pela BMW, movido a gasolina. Apesar da pequena capacidade de desclocamento, a unidade de força garante desempenho empolgante e divertido aos DS4. Fica difícil não esboçar um sorriso ao escuutar o assovio do turbocompressor. A potência é de 165 cavalos a 6 mil rpm, enquanto o torque máximo de 24,5 kgfm entra em ação fica disponível entre 1.400 4 mil rpm.

De acordo com a Citroën, o propulsor leva o hatch aos 212 km/h de velocidade máxima, sendo que os 100 km/h são alcançados em 8,6 segundos. A transmissão é automática de seis velocidades, que tem escalonamento preciso e responde bem em retomadas ou em ultrapassagens.

Apesar do caráter esportivo, o DS4 não decepciona seu nicho de consumidores que primam por conforto. A suspensão é muito bem acertada, sendo grande aliada do sistema que faz massagem na região lombar do condutor e do passageiro dianteiro. Vale lembrar que, por si só, os bancos de couro já satisfazem quem prima pelo conforto.

Nada confortáveis, no entanto, sentem-se os olhos do condutor ao se depararem com o belo, porém, quase inelegível painel de instrumentos, dependendo das condições de luminosidade. Mesmo retraindo o para-sol, a visibilidade fica um tanto comprometida por conta do reflexo do vidro sobre o painel.

Com versão única, o DS4 oferece bom pacote de equipamentos. Exemplos pertinentes são o sensor de estacionamento, GPS, faróis bixenon autodirecionais, alerta de ponto cego, entre outros equipamentos.