Montadora cobra R$ 92.990 pelo nova versão do sedã, mas fica devendo informações sobre consumo médio

Custo-benefício do Ford Fusion Flex é incógnita

Três meses após o seu lançamento, a nova geração do Ford Fusion ganhou uma variante com motor bicombustível, configuração que caiu no gosto do consumidor brasileiro. Equipado com o bloco de 2.5 litros, o modelo chega pelo preço inicial de R$ 92.990 para ser uma alternativa (mais barata e menos potente) ao elogiado EcoBoost de 2.0 litros turboalimentado de 240 cavalos de potência, que equipa as versões Titanium (R$ 99.990) e Titanium AWD (R$ 112.990).

Maior capacidade de deslocamento não quer dizer maior desempenho. O turbinado EcoBoost, feito nos Estados Unidos, garante um desempenho mais empolgante que o propulsor flex, mas isso não quer dizer que o quatro-cilindros Duratec de 175 cv não dê conta do recado. Com comando variável de abertura das válvulas de admissão (iVCT), o propulsor produzido em alumínio casa bem com com o câmbio automático de seis velocidades. A transmissão é bem escalonada e tem funcionamento suave. O pênalti fica por conta da operação manual, feita por meio de botões pouco intuitivos na alavanca.

O torque de 22,4 kgfm, disponíveis a 2 mil rpm, ajuda o sedã embalar com facilidade (o torque máximo de 24,1 e 23,2 kgfm é atingido a 4.500 rpm, quando abastecido com gasolina e etanol, respectivamente). Esses números garantiram um desempenho ágil, de respostas rápidas, durante o teste-drive realizado em rodovias próximas a Florianópolis (SC). O sedã encarou trechos de subida com vigor e proporcionando conforto aos ocupantes. A potência máxima é de 175/167 cv (etanol/ gasolina) a 6.000 rpm. 

Falar em motor de mais de 2.0 litros flex é falar em alto consumo, certo? A Ford não divulgou os dados do Fusion 2.5 Flex, mas deu uma ideia do potencial do propulsor, afirmando que o bicombustível é 5% mais econômico que antecessor movido a gasolina, que fazia 9,4 km/l em trecho urbano e 14,4 km/l na estrada. Assim, o desempenho do bloco flexível gira em torno de 9,7 km/l na cidade e de 15,1 km/l em percurso rodoviário na estrada. Vale lembrar que os dados podem ser aferidos apenas com autonomia de gasolina, uma vez que a geração anterior do Fusion não é flexível.

Fusion Hybrid

Quem vai muito bem em relação a consumo é a versão híbrida, prevista para ser lançada no mercado brasileiro entre maio e junho deste ano. O carro que combina motor a combustão com elétrico obteve consumo médio de 16,8 km/l de gasolina rodando na cidade, ganhando a chancela de automóvel mais econômico do Brasil, de acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Automotiva, aferido pelo Inmetro.

Mercado

Voltando à configuração 2.5 Flex, a Ford pede a partir de R$ 92.990 pelo sedã que traz de série o sistema de conectividade SYNC, GPS, conexão Bluetooth para celular, entradas USB e de cartão de memória, com comandos de voz para funções de áudio, ar-condicionado, navegador e telefone. O modelo estará nas concessionárias no mês que vem, e tem como opcional o teto-solar, por mais R$ 4 mil.

Ao trabalhar com o Fusion na casa dos R$ 90 mil, a Ford pretende atacar sedãs com entre-eixos de menores dimensões, como Volkswagen Jetta e Toyota Corolla. Isso porque a montadora mostrou-se extremamente otimista no que se refere à disputa com modelos mais condizentes com seu conjunto completo, caso de Kia Optima e Hyundai Sonata.

Além de motorização mais eficiente, a Ford acredita que o trunfo do Fusion será o design mais arrojado, destacado pela grade dianteira em formato trapezoidal. Outro aspecto esportivo se dá na aparência rebaixada do teto e nas rodas de liga leve de 17 polegadas.

O Fusion 2013 está disponível nas cores metálica prata Dublin e nas perolizadas branco Sibéria, preto Bristol, cinza Berlin, vermelho Bordeaux, vermelho Vermont e azul Carmel.

[wppa type=”slide” album=”10633″][/wppa]