Carismático, compacto chinês tem bom pacote de equipamentos e desempenho arisco

J2 é o carro de entrada e de imagem da JAC

Mantendo a sua política de oferecer carros completos com preços competitivos, a JAC Motors lançou na última terça-feira (27), em Camaçari (BA), o compacto J2, que chega em versão única partindo de R$ 30.990. Mesmo sendo um modelo de entrada, o carrinho segue o discurso da marca chinesa de “oferecer mais por menos” e ainda tem o apelo da garantia de seis anos.

A carroceria de 3,53 metros de comprimento, 1,47 metro de altura, 1,64 metro de largura embala um pacote de equipamentos formado por ar condicionado, direção com assistência elétrica, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, duplo airbag frontal, freios com ABS e EBD (sistemas anti-travamento e de distribuição de frenagem), rodas de liga leve de 14 polegadas, sensor de estacionamento, entre outros. Apesar do bom entre-eixos de 2,39 metros, o exíguo porta-malas oferece apenas 120 litros, o suficiente para ficar lotado com apenas duas pequenas malas.

O trunfo do J2 fica por conta do conjunto mecânico herdado do irmão maior J3, o já conhecido bloco de 1,4 litro (1.332 cc) de 108 cavalos de potência e 13,8 kgfm de torque, que bebe apenas gasolina. De acordo com a JAC, o propulsor permite o compacto ir da imobilidade aos 100 km/h em apenas 9,8 segundos e atingir a velocidade máxima de 187 km/h. O câmbio é manual de cinco marchas.

De acordo com Sérgio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil, “o J2 sofreu cerca de 360 alterações estéticas e mecânicas antes de começar a ser comercializado no Brasil”. A meta da empresa é vender cerca de 800 carros por mês.

Antes de entrar no carro, a impressão é de estar diante de um carro pacato e de vocação apenas urbana. Ao se acomodar no banco do motorista, dar a partida e começar a acelerar, o compacto mostra que o investimento da JAC em trocar o motor de 1,0 litro utilizado no mercado chinês pelo bloco maior deu certo.

Ao volante do J2

O compacto de 915 quilos é esperto nas acelerações, mesmo com ar-condicionado ligado e três pessoas a bordo, e embala com facilidade. O ronco do motor de 1,4 litro fica mais encorpado a medida que o giro sobe. O conta-giros pequeno e de difícil leitura registra 3 mil rpm a 110 km/h e denota que o motor tem disposição para ir além.

Apesar de ser um carro curto e de perfil “altinho”, o J2 não rola muito em curvas mais acentuadas devido o acerto da suspensão recalibrada para o piso das ruas e estradas brasileiras. No entanto, o carrinho sofre um pouco com o deslocamento de ar de veículos maiores, como ônibus e caminhões. Já a direção de assistência elétrica tem um bom peso na hora de manobrar o carro, mas peca pela folga e pelo volante de aro fino demais.

Outras pequenas falhas do carrinho são a falta de limpador e lavador do vidro traseiro (não é oferecido nem como opcional) e de um computador de bordo, que seria muito útil para ajudar a aferir o consumo, uma vez que o tanque de combustível tem capacidade de apenas 35 litros.

O J2 é uma opção a ser considerada por futuros compradores de compactos que ainda não sabem qual modelo levar para casa e por quem procura um carro de visual diferenciado, com vocação para o uso urbano, mas com fôlego para encarar viagens curtas e que não necessitem carregar grandes volumes de bagagem. O fato de o carrinho ter um bom pacote de equipamentos também é um forte apelo na hora de concretizar a compra.

Viagem feita a convite da JAC Motors do Brasil.

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