Com visual renovado e novo motor EcoBoost 2.0 de 240 cv, sedã estreia na versão Titanium AWD. Modelo será mostrado na próxima semana no salão de SP; vendas começam em novembro

Nova geração do Ford Fusion chega por R$ 112.990

A Ford apresentou aos jornalistas brasileiros nesta terça-feira (16), em Los Angeles (EUA), a nova geração do sedã Fusion. O evento de lançamento acontece duas semanas após a imprensa norte-americana ter experimentado o carro, o que torna a estreia, praticamente, simultânea para os dois países.

A versão que estreia a gama 2013 é a topo de linha Titanium, com o motor 2.0 GTDI e sistema de tração integral (AWD). Com visual totalmente renovado e uma lista de equipamentos farta, o sedã sai por R$ 112.990. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, o Fusion custa cerca de US$ 36 mil, valor que em uma conversão simples e, sem levar em consideração taxas, equivale a R$ 73 mil.

A Ford já adiantou que a novidade poderá ser conferida pelos brasileiros durante o Salão do Automóvel de São Paulo, que abre as portas para o público a partir do dia 24 deste mês. A pré-venda começa em novembro, sendo que neste período será disponibilizado um lote de 400 unidades.

E tem mais: duas outras configurações do sedã desembarcam no Brasil em março. São elas a Titanium 2.0 GTDI FWD (com tração dianteira) e a SE 2.5 Flex. No mês seguinte é a vez da variante ecológica, a Titanium 2.0 dotada de sistema de propulsão híbrido. Os preços das três variantes não foram informados. Produzido em cinco fábricas ao redor do mundo, a nova geração do Fusion chega ao País vinda do México. Produto global da Ford, o modelo será vendido em 160 países – em alguns mercados é chamado de Mondeo.

Tudo novo

Esqueça tudo o que você sabe sobre o Fusion. Isso porque a Ford deixou claro que a nova geração do modelo não tem nem uma peça de seu seu antecessor. Os únicos pontos em comum são o nome e o logo do oval azul – o que também acontece com o novo EcoSport quando comparado com o anterior. Além de ser fruto de uma nova plataforma global da marca e ter dimensões maiores, o sedã também exibe um visual completamente renovado.

Baseado no visual do conceito Ford Evos, mostrado no Salão de Frankfurt (Alemanha) de 2011, o Fusion segue o estilo de design Kinetic. Visto de frente, os destaques do modelo 2013 ficam por conta da grade frontal semelhante aos luxuosos esportivos da britânica Aston Martin e os chamativos vincos no capô, que também estão presentes em outras partes da carroceria.

Outros chamarizes são a linha e cintura alta e o caimento pronunciado da linha do teto, que faz com que o sedã fique com um desenho mais esportivo. Para complementar o visual, as lanternas traseiras ganharam luzes de led e as rodas de liga leve medem 18 polegadas.

Abrindo o capô

É sob o capô que o Fusion esconde um de seus principais trunfos: o novo motor pertencente à família EcoBoost. Pela primeira vez oferecida no Brasil, a tecnologia é capaz de oferecer o mesmo desempenho do motor anterior, privilegiando a economia de combustível e, por consequência, reduzindo a quantidade de gases poluentes emitidos, segundo a marca.

O bloco 2.0 EcoBoost entrega 240 cavalos de potência e 34,7 kgfm de torque – praticamente a mesma potência do antigo V6 3.0, que rende 243 cv. O conjunto está ligado a uma transmissão automática de seis velocidades, que permite trocas manuais por meio de borboletas posicionadas atrás do volante.

Dotado de turbo, injeção direta de combustível e duplo comando de válvulas variável (independente na admissão e escapamento), o propulsor consome 20% menos combustível e gera 15% menos emissões de CO2, afirma a Ford. Ainda segundo a fabricante, em medições feitas seguindo o padrão do Inmetro, essa versão do sedã apresenta consumo de combustível de 8,1 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada. Sendo assim, o consumo combinado é de 9,1 km/l.

Pacotão de série

A lista de itens de série da nova geração do Fusion pode ser comparada com o pacote de equipamentos padrão dos modelos da Audi, BMW, Mercedes-Benz, para citar apenas algumas marcas. Isso quer dizer, que ele oferece uma boa dose de conforto para os passageiros, além de prezar pela segurança.

E por falar em segurança, o “pacotão” inclui oito airbags (frontais, laterais, de cortina e de joelho); sistema de alerta de mudança de faixa, que produz uma vibração na direção para avisar o motorista quando o carro apresenta um comportamento inesperado; piloto automático adaptativo com alerta de colisão e suporte de frenagem emergencial e retrovisores com capacidade de detecção de pontos cegos.

Outro destaque é o MyKey, tecnologia que permite programar na chave várias funções de segurança do veículo, entre elas limitar a velocidade a 130 km/h; aviso sonoro quando atinge as velocidades de 75, 90 e 105 km/h; limitar o volume do áudio a 45% da capacidade máxima; aviso para o uso de cinto de segurança; e alerta de nível de combustível baixo quando a autonomia chega a 120 km.

Nos itens de série estão inclusos também sistema de estacionamento automático, abertura das portas por código (botões ficam na coluna da porta do motorista e ficam visíveis ao tocar no local), sistema Sync Media com tela LCD de 8 polegadas, comandos de voz em português do Brasil para funções de áudio, ar-condicionado, navegador e telefone, conexão Bluetooth, duas entradas USB, leitor de cartão de memória (SD card), som da marca Sony com 12 alto-falantes, entre outras tecnologias.

Primeiras voltas

Se o visual externo do modelo impressiona por fora, por dentro não é diferente. Todo o habitáculo conta com materiais de boa qualidade, destacando a presença de detalhes cromados e peças em preto brilhante espalhadas pela cabine. Os bancos são revestidos de couro e oferecem espaço suficiente e uma boa dose de conforto para quem vai na frente ou atrás. No caso dos assentos dianteiros, há ainda comandos elétricos, sendo o do motorista com regulagem de 10 posições, ajuste de lombar e três memórias de programação.

No trecho composto por rodovias, em que pude experimentar guiar o sedã, foi possível pisar mais fundo no pedal e sentir o motor responder bem durante as aceleradas e retomadas. Mesmo em velocidade alta o veículo se mostrou bastante silencioso, filtrando bem os ruídos vindos de fora. O único som que se ouvia era o do ronco grave do motor, mas somente quando o acelerador era pressionado de maneira mais vigorosa.

Outra caraterística percebida no teste é que em uma velocidade estável o motor tende a trabalhar com baixa rotação, o que também contribui para aumentar o conforto acústico. Só para se ter uma ideia, ao atingir 80 milhas (cerca de 128 km/h) o conta-giros marcava menos de 2.500 giros. Como passamos apenas por locais planos e com asfalto de boa qualidade, a suspensão pareceu confortável e bem acertada – o que deixa a dúvida de como o sistema reagirá ao rodar nos pisos brasileiros, onde há vias irregulares e asfalto em condições ruins.

Embora o sedã seja equipado com diversas tecnologias que visam garantir a segurança dos ocupantes, boa parte delas não deve ser testada, já que o seu uso é restrito para situações de emergência, como os airbags e alerta de colisão. Porém, durante o percurso consegui simular uma troca de faixa desatenta, deixando o volante seguir virando suavemente para a esquerda, sendo possível perceber uma vibração sutil do volante, que serve para avisar o motorista que o carro está fazendo um movimento inesperado. Vale destacar que o volante possui uma boa empunhadura, teclas de comando de som e outras funções, além de borboletas na parte de trás para realizar as trocas de marcha de forma manual.

Para quem gosta de tecnologias, a tela de oito polegadas sensível ao toque e posicionada no meio do painel central é uma forma de se distrair a bordo. Lá é possível acessar funções rádio, gps, controle do ar condicionado, entre outras tarefas. Já o sistema de gps da Ford não agradou muito os quatro jornalistas que fizeram o teste juntos, principalmente pela demora em se localizar e imprecisão ao apontar uma rota.

Já o painel de instrumento possui uma característica curiosa: apenas o velocímetro é composto de um mostrador analógico. Os demais indicadores são digitais, incluindo o conta-giros, posicionado do lado esquerdo, e que pode ou não ficar ativo no painel, dependendo da escolha do motorista.

Viagem a convite da Ford do Brasil.

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