Modelo é oferecido em configurações de cinco e sete lugares, com opção de transmissão manual ou automática

Chevrolet lança minivan Spin por R$ 44.590

A Chevrolet conclui mais uma etapa no processo de renovação completa de sua gama de veículos no Brasil, com a estreia da minivan Spin. No início da apresentação do modelo, a fabricante norte-americana fez questão de ressaltar que classifica o lançamento como um MPV, ou seja, um veículo de multi-função. Denominações à parte, o novo modelo chega para aposentar de uma única vez as veteranas Meriva e Zafira (leia sobre o fim da dupla aqui).

Oferecida em duas versões, LT (cinco lugares) e LTZ (sete lugares)  ela traz sob o capô um único motor: o 1.8 litro Econo Flex, capaz de entregar 108 cavalos de potência utilizando etanol e 106 abastecida com gasolina, ambos a 6.200 giros. O torque máximo é de 17,1 kgfm com etanol e 16,4 kgfm com gasolina, nos dois casos aos 3.200 rpm. De acordo com a GM, 90% dessa força já está disponível a partir dos 2.500 rpm até 4.700. A transmissão pode ser manual de cinco velocidades (a mesma que equipa o Cobalt) ou automática de seis (utilizada no Cruze). Confira abaixo todas as opções da linha e os preços.

LT (câmbio manual) – R$ 44.590: Traz de série ar condicionado, direção hidráulica, freios com ABS e EBD, airbags dianteiros, vidros e travas elétricas, ajuste de altura do banco do motorista e do volante, luz de seta auxiliar e rodas aro 15.

LT (câmbio manual + itens) – R$45.990: Conta com os equipamentos da versão acima mais rodas aro 15 de liga leve, rádio CD com MP3 e Bluetooth.

LT (câmbio automático) – R$ 49.690: A diferença fica por conta de um câmbio atutomático de seis marchas e piloto automático.

LTZ (câmbio manual) – R$ 50.990: Possui o mesmo pacote de itens da versão LT manual mais equipada e agrega rack de teto, computador de bordo, sensor de estacionamento e controles no volante.

LTZ (câmbio manual + itens) – R$ 54.690: Além da transmissão automática, oferece piloto automático.

Derivada da plataforma do Cobalt, as dimensões da Spin são de 4,36 metros de comprimento  e  altura de 1,66 m. O entreeixos de 2,62 m é exatamente igual ao do sedã. Na configuração de cinco lugares, o porta-malas possui capacidade para 710 litros, sendo que o espaço pode ser ampliado para 1.668 l com o rebatimento dos bancos. No caso da versão que leva sete ocupantes, o volume para cargas cai para 162 l. A fabricante informa que é possível fazer 23 diferentes posições de combinações de bancos.

Global, Spin irá para 40 países

A GM faz questão de frisar que o seu novo modelo global será comercializado em 40 países. A produção, porém, acontece somente na unidade industrial de São Caetano do Sul (no ABC Paulista), além de uma fábrica na região da Ásia. A expectativa de vendas gira em torno de 3.000 mil unidades por mês. Entusiasmado, durante a apresentação do produto, o vice Presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz, disse ter um palpite mais otimista que o divulgado oficialmente pela marca. "Acredito que é possível superarmos este montante e chegar aos 5.000 exemplares", disse o executivo ao mencionar que se baseou nos números de vendas dos recentes lançamentos, Cobalt e Cruze, que para a Chevrolet está acima do esperado. Quanto ao mix de vendas, acredita-se em uma procura igual, de 50% do modelo LT e 50% do LTZ. Deste total, cerca de 50% devem ser vendidas equipadas com transmissão automática.

Primeiras impressões

O Carsale participou de um test-drive a bordo da versão mais equipada da minivan, a LTZ com câmbio manual. Se você deu uma olhada na galeria de fotos da Spin, já notou que há algo conhecido em seu visual: uma mistura de Cobalt com Agile. Essa “fórmula” estética divide opiniões, algo já observado durante o primeiro contato dos jornalistas com o carro. Mas se por fora o modelo causa polêmica, por dentro não há discórdia quando o assunto é a principal proposta do carro: versatilidade. Neste quesito, a Spin manda bem. É possível obter rapidamente diversas combinações de posições de bancos, além de “dosar” o volume do porta-malas de acordo com a necessidade do momento. Um observação que pode agradar grande parte do público alvo deste lançamento, as mulheres, é que rebater os bancos não exige força.

O espaço interno para os ocupantes é honesto, sendo a única ressalva a última fileira de bancos da versão de sete lugares. Entrar lá atrás exige certo contorcionismo. Para uma pessoa de até 1,60 metro de altura não há o que reclamar de espaço. O local “acolhe” bem. Mas se você é mais alto pode ficar incomodado. Outro ponto é que não existem saídas de ar para quem vai no fundão. Em um dia de calor (como enfrentamos hoje), o ar condicionado vindo do painel central não dá conta de refrescar lá atrás.

Vale destacar que a Spin “peca” por não oferecer apoio de cabeça e cinto três pontos para o ocupante do meio da segunda fileira. Mulheres, mais um deslize: não há luz no espelho do pára-sol. A iluminação fica por conta das luzes centrais no teto. Por outro lado, quem gosta de carregar coisas espalhadas pelo habitáculo vai curtir os 32 porta-objetos dispostos por toda a cabine.

Dirigir a Spin, porém, tem seus altos e baixos. A posição de guiar “altinha”,  típica das minivans privilegia o conforto. O que incomoda é o balanço. Em vários momentos na estrada, o carro oscilava de maneira suave, mas perceptível. O câmbio, que deixa o motorista descansar o pé esquerdo, possibilita também que as trocas sejam feitas de maneira manual. Para isso, existem dois botões na própria alavanca (+ e -), parecidos com o da Captiva.

Se você estiver guiando de maneira suave, a transmissão faz as trocas em um tempo aceitável. Mas é só exigir um pouco mais, pisando forte no acelerador para fazer, por exemplo, uma ultrapassagem que ele parece ficar “desnorteado”. O ponteiro do conta-giros tende a chegar aos 6.000 rpm, facilmente, e o carro mostra que falta um pouco de fôlego. Para quem valoriza o silêncio, a boa notícia é que a Spin tem uma boa vedação acústica, possibilitando que todos viajem tranqüilos e sem barulho. Durante o nosso test-drive, realizado predominantemente em estradas e retas, o computador de bordo marcou 6,5 km /l.

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