Range Rover Sport e Discovery 4 passam a contar com nova transmissão e motor mais potente

Land Rover agora tem câmbio de 8 marchas

Carsale- Na sequência do lançamento no mercado europeu, a Land Rover traz ao Brasil a nova linha dos utilitários esportivos Range Rover Sport e Discovery 4, com transmissão de oito marchas automática e motor mais potente. Sem preço definido para o Brasil, a fabricante britânica ainda está discutindo o assunto com a matriz e pretende anunciar a conclusão ao longo da próxima semana. “Desde que o IPI subiu 30 pontos percentuais nós não repassamos o aumento que deveríamos para o consumidor”, explica Flávio Padovan, presidente das marcas Land-Rover e Jaguar. O executivo que acumula a função de presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos – também atribuiu a indefinição dos preços à questão das oscilações do dólar.

Mais marchas, mais potência, menos consumo

A tendência é mundial nesse segmento: equipar os carros com câmbios mais eficientes de oito velocidades. E para não ficar fora dessa, a Land Rover incluiu a tecnologia no Range Rover Sport e Discovery 4. Só para constar, as concorrentes da marca inglesa, as alemãs Audi e BMW, já contam com modelos à venda no Brasil que utilizam uma transmissão com o mesmo número de marchas.

Principal novidade da linha, nos dois casos, a nova caixa vem acompanhada do motor 3.0 litro SDV6 Bi-Turbo Diesel, que ficou 11 cavalos mais potente, totalizando 256 cv aos 4.000 giros. Já o torque máximo é de 61 kgfm, disponíveis a 2.000 rotações. Mesmo recebendo mais potência, o bloco adaptado á transmissão, ficou mais econômico e, por consequência, reduziu os índices de emissão de poluentes, segundo a marca.

Para provar que além de valentes e robustos, os grandões também podem mandar bem quando o assunto é agilidade, a Land Rover fez questão de divulgar os números de teste de aceleração. Com o novo conjunto, o Range Rover Sport e seus 2.500 quilos, podem chegar aos 100 km/h em apenas 8,9 segundos. Já o irmão maior, com capacidade para sete passageiros, o Discovery 4, leva 9,3 s para atingir a marca.

Para a estrada e fazenda

Testar os dois utilitários na estrada e em situações radicais na terra. Esta foi a coerente proposta de teste da Land Rover. Partimos da capital de São Paulo rumo à cidade de Monte Mor, onde fica uma das 30 unidades do centro de experiências da Land Rover espalhadas pelo mundo. No longo trajeto guiando na estrada, uma característica nos dois veículos merece destaque: o baixo nível de ruído para um motor diesel. Mesmo em trechos em que foi possível chegar a 120 km/h, o silêncio permanecia na cabine. Além disso, mérito da nova transmissão é manter o motor em baixas rotações, contribuindo para o conforto acústico. A relação das marchas é curta até a sexta, sendo que as duas últimas atuam como sobremarcha. Aproveitei o trecho de estrada para  testar um modo de condução um pouco mais esportivo, fazendo as trocas por meio de hastes atrás do volante, disponível tanto no range Rover Sport quanto no Discovery 4.

Já a segunda etapa do teste foi bem mais radical. Ao chegar no Haras Larissa, o objetivo era ver até onde ia a capacidade off-road dos modelos. Que tal fazê-los enfrentar água, lama, areia e obstáculos? Foi exatamente isso que aconteceu. Como é possível ver nas fotos, não faltou emoção. Na maioria dos casos, para vencer as barreiras, a recomendação passada pelos instrutores aos jornalistas era de colocar o carro em modo de tração 4×4 reduzida, pressionando apenas um botão. Após isso, é só ajustar o "Terrain Response" para o tipo de terreno que você pretende encarar – são cinco modos –, também pressionando botões, e deixar que o veículo faça o trabalho duro.

Durante os testes, chega a ser impressionante como o carro está apto a se comportar completamente diferente de quando rodava suavemente na estrada. Ao ver terra, lama, areia e água, imediatamente os dois utilitários se transformam. Lembra do personagem de histórias em quadrinhos, o "Incrível Hulk" que passa por mutação?  É mais ou menos isso o que acontece com a dupla inglesa. E o conjunto motor e câmbio também mostra um desempenho diferente. Como diante de uma situação extrema, rodando em baixa velocidade, deu para perceber toda a força (torque) que está disponível e até ouvir um pouco do ruído do motor soando.

Interessante é que a impressão que se tem ao ver um Land Rover subindo morros íngremes, ficando inclinadíssimo para cruzar um obstáculo, ou mesmo atravessando um rio, é que o carro pode não conseguir enfrentar o desafio. Vendo pelo lado de fora, dá aquele friozinho na barriga. Por outro lado, ao assumir o volante, o silêncio a bordo, a suspensão confortável mesmo em momentos extremos e a maneira simples de deixar o carro preparado para cada tipo de terreno, ajustando diversos parâmetros ao toque de um botão, faz a situação parecer tão fácil, como se você estivesse apenas passando pelos buracos e lombadas do trânsito com um carro popular.

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