Modelo faz parte da edição especial Black Turbo Launch Edition, limitada a 600 unidades

Carsale – O Volkswagen New Beetle não está mais à venda e o renovadíssimo Beetle 2012 ainda não chegou ao Brasil. Quer dizer, oficialmente, não. Mas o Carsale teve acesso ao primeiro exemplar da nova geração do cupê trazido ao país de forma independente. Além de especial, por ser o único, o Beetle em questão tem outro diferencial: é uma das 600 unidades da série limitada Black Turbo Launch Edition, desenvolvida para o mercado norte-americano. Acomode-se, relaxe e prepare-se para conhecer, antecipadamente e, em detalhes, o novo “Besouro”, que começará a ser vendido pela Volkswagen no mercado brasileiro só no início de 2013. Antes disso, em outubro, será uma das atrações do Salão do Automóvel, em São Paulo. Por enquanto, versões e preços são um mistério.

Novo sim, new não

Uma breve olhada nas fotos da nova geração do Beetle (veja mais na galeria de imagens abaixo) é suficiente para perceber que ele mudou bastante. E as alterações começam, inclusive, no nome. A partir de agora, o hatch não é mais chamado de New Beetle (Novo Fusca) e o prefixo saiu da jogada. Esteticamente, a evolução deixou o modelo mais masculino. As linhas arredondadas da carroceria foram amenizadas, deixando o carro menos “engraçadinho” e mais esportivo, com o objetivo de privilegiar o desempenho.

Na parte dianteira, a personalidade foi mantida com os característicos faróis arredondados, que passam a ter iluminação por LEDs. Já a linha do teto foi, notavelmente, rebaixada. Na traseira, as lanternas ganharam um formato horizontal e arredondado. Em relação ao New Beetle, o novato teve suas dimensões ampliadas, ficou mais largo e comprido. O espaço interno também aumentou e o porta-malas, por exemplo, agora comporta 310 litros – são 101 litros a mais.

Como resultado de todas as mudanças, em alguns aspectos, o Beetle 2012 ficou mais parecido com o Porsche 911. Por outro lado, diminuiu um pouco seu parentesco com o Volkswagen mais famoso de todos os tempos (o Fusca, claro). Sendo assim, a marca alemã conseguiu com que o modelo se aproximasse mais dos concorrentes Mini Cooper, Audi A1 e logo mais o Citroën DS3, tidos como verdadeiros minicarros com apelo esportivo.

Black Edition, o Fuscão Preto

Diretamente de Miami (EUA) para o Brasil, o único exemplar do Black Edition no País traz uma porção de detalhes que fazem dele especialíssimo – ainda mais por aqui. Um dos chamarizes são as duas faixas laterais com a inscrição turbo. Além disso, o conjunto de rodas de 19 polegadas é exclusivo e conta ainda com pinças de freio pintadas de vermelho. Na parte de trás, há também um grande aerofólio.

Para garantir a diversão, sob o capô o motor é o 2.0 litros TSI, capaz de entregar 200 cavalos de potência – o mesmo do VW Tiguan. O torque de 28,6 kgfm está disponível desde os 1.700 rpm até 5.000 rpm. E o esperto câmbio automático DSG (Direct Shift Gearbox), de seis marchas, funciona com a tração dianteira. Essa transmissão possibilita que o motorista faça as trocas de forma manual pela alavanca, ou o modo mais apimentado, chamado Sport. Com este conjunto, a fabricante alemã garante que o hatch acelera de 0 a 100 em 6,8 segundos.

De série,  o carro já vem equipado com freios ABS, controle de estabilidade (ESP), distribuidor de frenagem (EBD), piloto automático, rádio/CD com MP3, entrada auxiliar e conexão para iPod, Bluetooth, ar condicionado, entre outros equipamentos.

Primeira volta

Dirigir um Fusca sempre é uma experiência marcante. Lembro da primeira vez que guiei um exemplar impecável, fabricado em 1982, de um amigo, não faz tanto tempo (foi no ano passado). Apesar de ser um carro simples, a sensação de estar ao volante de um modelo desses é emocionante. Tive a mesma sensação ao sentar no banco do primeiro e único Beetle 2012 do Brasil. E se um Fusquinha bem conservado já atrai olhares, imagina esse exclusivo Black Edition.

Por dentro, a nova geração do hatch também está diferente e mais masculina. Esqueça o polêmico vasinho de flores no painel da geração anterior. Agora o habitáculo está mais sóbrio e retrô. O toque de esportividade se sente ao pegar no volante de base achatada.

A posição de dirigir é confortável e os bancos conferem bom apoio, com desenho esportivo e proteção até nas laterais. Vale destacar que o Beetle avaliado veio de fábrica com os assentos revestidos de tecido e depois recebeu acabamento de couro em uma loja particular.

Na hora de acelerar, o Beetle se saiu bem. O motor 2.0 turbo da marca alemã já trabalha em perfeita sintonia com o ágil câmbio de seis velocidades. Pisando fundo no acelerador, as costas chegam a grudar no banco e a adrenalina é imediata. Colocando o câmbio no modo “S” ele fica ainda mais nervoso.  Porém, se a ideia é guiar com emoção, o melhor é fazer as trocas manuais, na própria alavanca.


 

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