Sedã grande chega à 4ª geração recheado de tecnologia

Audi A6 2011

O sedã grande A6 era um dos poucos modelos da Audi ainda sem uma atualização mais profunda. Era. A marca das quatro argolas apresentou nesta quarta-feira (1) a nova geração do modelo, com design bem próximo dos outros sedãs, como o A4 e o topo de linha A8. Visualmente, o A6 ficou arrojado, com linhas menos comportadas, sobretudo na dianteira. A grade frontal no tradicional formato em trapézio invertido está mais encorpada, com faróis irregulares – a base interna é mais afilada e o interior traz leds e uma moldura cromada que acompanha o desenho.

As laterais são marcadas pela linha de cintura alta, elegantemente marcada por um vinco acima da maçaneta das portas – a altura mais elevada dá um aspecto robusto. Já na traseira, o A6 é bem discreto, sem grandes ousadias. Os faróis afilados na horizontal seguem o padrão visual aplicado ao restante da gama de sedãs. O destaque é o vinco pronunciado que se forma na ponta da tampa do porta-malas, que se faz de aerofólio. Diferente da dianteira, atrás o conjunto ótico não traz leds enfileirados, mas em forma de filetes de luz tubulares.

Por dentro, o A6 é outro carro. Painel, bancos e revestimentos em geral são totalmente novos. O destaque é o quadro de instrumentos, composto por dois relógios e uma tela central, onde são projetadas informações diversas do veículo. O desenho é novinho, com o cluster inteiro em uma só seção – antes os relógios tinham molduras ovaladas que os destacavam do conjunto. Para encher os olhos dos clientes, a Audi também aprimorou o acabamento, com novos apliques de madeira nobre, couro e plásticos macios e emborrachados. Há uma tela sensível ao toque no console.

Entre os equipamentos, um dos trunfos é o MMI (Multi Media Interface), sistema desenvolvido pela própria montadora e que agrupa diversas funções, como som, navegador por GPS, conexões Bluetooth para celulares, entradas USB e para tocadores de MP3 (como iPods), sistema de ventilação e ar-condicionado, entre outros. O som é da marca premium Bang & Olufsen, composto por 15 alto-falantes com potência agressiva de 1.300 watts. E uma das novidades é o acesso ao serviços do Google, pelo próprio MMI, via satélite – tem conexão direta com o Google Earth.

A lista de série também é de cair o queixo, com itens sofisticados. Um deles é o Head-Up Display, que projeta as informações de bordo (como velocidade) no para-brisas, para que o motorista não precise desviar a atenção da pista. Para maior comodidade, os bancos dianteiros podem ter funções de ventilação e massagem, fora os múltiplos ajustes elétricos, presentes até no volante multifunção coberto em couro. O modelo pode ter ainda visão noturna, por uma câmera térmica que detecta pessoas e animais à frente e o controle de cruzeiro adaptativo – que freia e acelera o carro sozinho.

Para proteger os passageiros, a Audi também caprichou nos itens de segurança. Há airbags espalhados por todos os lados, controles eletrônicos de estabilidade e da tração integral Quattro, assistente de mudança indevida de faixa, que recoloca o carro na trajetória correta quando percebe uma mudança abrupta, além dos básicos freios com ABS. A tração é gerenciada pelo sistema Drive Select, que configura todo o veículo (suspensão, câmbio, direção) para trabalhar de acordo com o que deseja o motorista. Há cinco modos: Conforto, Automático, Dinâmico, Individual e Eficiência.

O A6 pode ainda sair de fábrica com três ajustes de suspensão. Sob o capô, o sedã grande terá cinco opções de motor – isso só enquanto não saem as configurações apimentadas, das séries “S” e “RS”. São dois blocos a gasolina e dois a diesel, todos com injeção direta de combustível. No Brasil, por causa da legislação, o A6 usará somente os propulsores a gasolina. O “básico” 2.8 litros V6 FSI é aspirado e produz 204 cv de potência e 28,5 kgfm de torque. E o 3.0 V6 TFSI é sobrealimentado por um turbocompressor e gera fortes 300 cv, além de energéticos 44,9 kgfm de torque.

O motor 2.8 V6 tem sistema de variação de válvulas AVS, que gerencia o tempo de abertura e fechamento das válvulas de admissão, tornando o processo de queima nos cilindros mais eficiente. Nos motores a diesel, com potências de 177 cv a 245 cv, a montadora alemã informa uma melhora expressiva de 19% no consumo. A Audi prepara ainda uma versão híbrida, com motores a gasolina e elétrico. O A6 pode usar três diferentes câmbios, um manual de seis marchas, o S-Tronic com dupla embreagem e seis marchas e a transmissão continuamente variável CVT.

Com o motor 3.0 V6 a gasolina, a marca das argolas informa uma aceleração de zero a 100 km/h em ligeiros 5,5 segundos e máxima de 250 km/h – limitada eletronicamente. Mas os números que impressionam são do futuro A6 Hybrid, que usa o motor 2.0 TFSI de quatro cilindros e 211 cv, associado a um bloco elétrico que despeja mais 45 cv sobre as quatro rodas. O conjunto tem potência combinada de 245 cv e faz o A6 arrancar de zero a 100 km/h em 7,3 segundos, com máxima de 238 km/h. Isso com um consumo médio de 16,1 km/l. Nada mal para um sedã grande.

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