Crossover é o 1º SUV fabricado pela marca britânica

MINI Countryman

Um dia após as primeiras imagens do Mini Countryman surgirem na internet, a montadora britânica controlada pela BMW decidiu pôr fim ao suspense. As fotos oficiais do próximo lançamento da marca foram reveladas hoje (20). Com dimensões compactas, traços que lembram uma perua e visual aventureiro, o crossover Countryman é o primeiro utilitário-esportivo da história da Mini. O modelo, com tamanho equivalente ao do Kia Soul vendido no Brasil, será apresentado publicamente na Europa durante o Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de março.

Faz pouco mais de um ano que o crossover da montadora inglesa era aguardado no mercado europeu. A primeira aparição do jipinho, como o protótipo Mini Crossover, foi no Salão de Paris de 2008. Em janeiro último, no Salão de Detroit, nos Estados Unidos, o modelo deu formas a outro estudo, o ‘praieiro’ Beachcomber, sem as portas e com o estepe pendurado na tampa do porta-malas. Em relação aos dois carros-conceito, o Countryman preservou quase todos os traços, inspirados no desenho clássico do hatch Mini Cooper. A frente tem os faróis ovalados, porém mais encorpados. O mesmo acontece na traseira, com as lanternas verticais de pontas arredondadas.

Na prática, o Mini Countryman parece um Cooper agigantado. O desenho tem elementos em comum por todo o veículo. Por fora, a carroceria tem a linha de cintura reta e elevada, com as colunas e o teto menores e pintados na cor preta. Molduras plásticas nos para-lamas e duas ponteiras cromadas atrás dão um toque esportivo. Até o interior preserva as linhas tradicionais do carrinho que é um símbolo da fabricante britânica. O vistoso velocímetro analógico, por exemplo, mantém-se centralizado no console central, com o fundo branco e em proporções maiores na comparação com o hatch compacto. À frente do volante, o conta-giros segue solitário.

Os indicadores dos outros instrumentos e comandos, como o sinal de faróis acesos e o medidor do tanque de combustível, ficam dentro do relógio do velocímetro, cujo fundo é preto. Já em relação aos protótipos, o Countryman herdou diversas soluções. O forro das portas, por exemplo, é quase idêntico, com um oval projetado se que estende pelo forro das duas portas e mistura um tom azul ao cinza do revestimento. Os quatro bancos, dois dianteiros e dois traseiros, são cobertos por tecidos com costura branca aparente. E entre os assentos, há duas barras de alumínio se esticam do console central até o porta-malas. Atrás, dois porta-copos ‘móveis’ ficam fixados na estrutura.

A Mini também oferece no Countryman, sem custo adicional, o banco traseiro inteiriço para acomodar três passageiros. Ambos os assentos podem ser rebatidos, para elevar a capacidade do porta-malas de razoáveis 350 litros para generosos 1.170 litros. O crossover da marca britânica chega ainda com opção de tração integral permanente, que distribui continuamente a energia do motor entre os eixos dianteiro e traseiro de acordo com a necessidade de rodagem. Em condições extremas, a tração é totalmente despejada no eixo traseiro para tornar o modelo capaz de enfrentar situações fora-de-estrada mais severas.

A Mini ainda não divulgou informações completas sobre o Countryman, mas anunciou que seu utilitário terá duas versões: a Cooper S e a Cooper D, movidas a gasolina e diesel, respectivamente. O propulsor a diesel é o 1.6 litro de quatro cilindros em linha e injeção direta commom rail, capaz de gerar 90 cv de potência máxima. Já o bloco 1.6 litro a gasolina possui injeção direta de combustível, é sobrealimentado por um turbocompressor twin-scroll, com dois cilindros para os gases de exaustão, e ainda possui um inédito comando de válvulas variável, que controla o tempo de abertura e fechamento das válvulas de admissão e escape. A potência despejada é de 184 cv.

Nas duas versões, o Mini Countryman será oferecido com farto recheio. Entre os itens chamados ‘verdes’, há um sistema de recuperação de energia de frenagem, que abastece a rede elétrica do veículo, o Start&Stop, que desliga o motor em paradas curtas, e o indicador do tempo de mudança de marcha, que diz ao motorista o momento certo de trocar a relação para obter um consumo de combustível menor. Nas duas configurações, o crossover é equipado com um câmbio manual de seis marchas. Já entre os itens de segurança, há controles eletrônicos de estabilidade e de tração, freios com ABS e EBD e oito airbags (duplos frontais, laterais e de cortina).

O modelo oferece ainda, como opcionais, faróis de xênon adaptativos, suspensão esportiva rebaixada e pneus runflat, que rodam vazios a uma velocidade de até 80 km/h, para que o condutor encontre uma borracharia em vez de ter de parar o veículo para trocar o pneu furado. O Countryman traz ainda uma série de equipamentos de conforto, comodidade e entretenimento. Entre eles ar-condicionado, direção elétrica adaptativa, trio, navegador GPS e sistema de som com rádio/CD/MP3, conexão Bluetooth para celulares e entrada auxiliar. A Mini ainda não confirmou, mas as vendas na Europa devem ter início logo após o Salão de Genebra. No Brasil, o crossover deve aparecer no Salão de São Paulo e chegar às revendas no início de 2011.

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