Enfim, o esportivo chega à segunda geração

Porsche Boxster

Foram oito anos de esperamas o conversível Porsche Boxster chega à segunda geração. Todo esse tempo foi compensado com uma série de mudanças que justificam quase uma década com poucas novidades. As novas e belas linhas saltam aos olhos e ainda melhoraram a aerodinâmica. Além dissoo carro ficou mais potenteseguro e confortável. E o melhor da história é que o novo esportivo alemão vai poder ser visto bem de perto no Salão Internacional do Automóvelentre os dias 21 de 31 de outubrono Anhembiem São Paulo.

A frente lembra a do novo 911 e ganhou contornos mais arredondados. Novas entradas de ar contribuem com a refrigeração tanto do motor quanto dos freios. Visto de perfilo novo Boxster mantém o charme da versão anterior. As diferenças começam com as rodasque agora são de 17 polegadas de diâmetro e podem chegar a 19 conforme o gosto do freguês. Maçanetas pintadas na cor do carroum discreto aerofólio escamoteável na traseira e opção de capota de alumínio completam os principais detalhes do novo visual do esportivo. O que não se vê é que a rigidez torcional foi melhoradaa altura do solo diminuiu 10 milímetros e o coeficiente de arrasto aerodinâmico baixou (Cx 0,31 para 0,29).

O interior também reserva surpresas agradáveis. Além do maior espaçohá novos bancosque podem vir com ajustes elétricos até dos apoios laterais para segurar o corpo nas curvas. A posição de dirigir ficou mais baixasegundo a Porsche. Para deleite dos que apreciam o prazer de dirigir com músicao sistema de som passa a contar com 11 alto-falantes e amplificador digital. Nada mal. Além dissoa instrumentação ganhou novo grafismo e o volante é multifunção para controlar o sistema de som e o controlador de velocidade de cruzeiro ("piloto automático"). Um botão no painel aciona a capotaque cobre totalmente o habitáculo em 12 segundosmesmo se o carro estiver em movimento (até 50 km/h).

Conforme a marca alemã sediada em Stuttgartquem estiver ao volante do novo Boxster vai sentir que a direção é mais ou menos direta conforme variáveis como a velocidade e o traçado do caminho. O curso da alavanca de câmbio foi encurtado para respostas mais ágeis e os freios estão mais fáceis de serem acionados. Isso graças à servo assistência que funciona com o vácuo produzido por uma bomba e não mais vindo do coletor de admissão. Mas o que deve fazer diferença mesmo é o fôlego extra do motor 2.7que rende 240 cavalos e 27,5 kgfm de torque entre 4.700 e 6.000 rpmnúmeros suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos e atingir 256 km/h.

No caso da versão Sa cilindrada sobe para 3.2 litros e a potência chega a 280 cvcom 32,7 kgfm de torque entre 4.700 e 6.000 rpm. Com issopode-se acelerar de 0 a 100 km/h em meros 5,5 segundos e chegar a 268 km/h. Dessa vez o câmbio é de seis marchas. Masainda em quintaé possível ir de 100 km/h a 200 km/h em 19,4 segundos conforme os números da Porsche. Não importa se o motor em questão é o 2.7 ou o 3.2a fabricação é sempre refinada e ganhou aperfeiçoamentoscomo cárter de alumínio (que reduziu o peso do carro em 5,5 kg)coletor de admissão multifásico e filtro de ar que oferece menos contrapressão. Por essas e outras é que o prazo para troca de óleo foi aumentado para cada 30 mil quilômetros.

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