Sedã muda seguindo os passos do A8

Audi A6

A nova geração do sedã Audi A6 segue os passos do "irmão maior" A8 e esbanja tecnologia. Itens como faróis que iluminam as curvas conforme o movimento do carro, portas que se destravam sem tirar a chave do bolso e sistema multimídia até com DVD passam a fazer parte dos equipamentos disponíveis no novo sedã médio de luxo da marca alemã sediada em Ingolstadt. Baseado no protótipo Nuvolari, mostrado no Salão de Genebra, em março do ano passado, o novo sedã tem estréia oficial marcada para o mês que vem na mesma exposição suíça.

Além da lista de equipamentos, outro ponto do A6 em comum com o A8 fica por conta das linhas da frente. Além da grade que protege o radiador, os faróis também são parecidos nos dois modelos. Mas o A6 assume uma posição mais atlética, com traços que lembram os de um cupê esportivo, principalmente da metade do carro para trás. O novo A6 mede 4,92 metros de comprimento por 1,86 m de largura e 1,46 m de altura, com 2,84 m de entreeixos (8,3 centímetros a mais que o A6 anterior). No porta-malas vão 546 litros de bagagem e a carroceria ganhou 34% de rigidez torcional.

O interior também não nega o grau de parentesco com o A8. O volante de quatro raios é outro ponto em comum, inclusive por abrigar as principais funções do sistema de som e os comandos do controle de velocidade de cruzeiro ("piloto automático&#39). A tela de 7 polegadas do sistema MMI também faz parte dos itens do novo A6 e por meio dela são acessadas várias informações sobre o carro, como a pressão dos pneus, a sintonia do rádio e as coordenadas da navegação por satélite. Tudo é controlado pelo botão giratório entre os bancos, que funciona como uma espécie de "mouse" de computador.

Por enquanto, as molas e amortecedores do novo A6 são convencionais, mas a partir de 2005 poderão dar lugar a um sofisticado sistema de suspensão a ar controlado eletronicamente e oferecido como opcional, assim como o "piloto automático" que mantém a distância ideal do carro da frente com ajuda de sensores. A tração integral é de série nas versões 4.2 a gasolina e 3.0 a diesel, as mais caras. As outras vêm com eixo dianteiro motriz, sendo que a 3.2 FSI pode receber o sistema 4×4 como opcional. Ainda no sistema de transmissão, duas novidades: o câmbio multitronic (CVT) de sete marchas e o manual de seis "ML" (Manual/Longitudinal), com curso curto da alavanca, como nos modelos de competição.

Novo também é o motor V6 2.4 de 177 cavalos e 23,5 kgfm de torque, derivado do V6 3.0. Entre os propulsores a gasolina também há o V6 3.2 FSI de 255 cv e 33,7 kgfm, que conta com injeção direta de gasolina na câmara de combustão para economizar combustível sem abrir mão do desempenho. O V8 4.2 de  335 cv e 42,9 kgfm de torque completa as opções a gasolina. Há também o 3.0 de 225 cv e 45,9 kgfm e o  2.0 de 140 cv e 32,6 kgfm, ambos turbodiesel.
 

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