O sapo que virou tigre

Quem se lembra do protótipo Opel Frogster (que vem de frog, sapo em inglês), mostrado em Frankfurt (Alemanha), em setembro de 2001? Era um pequeno conversível conceitual derivado do Corsa. Agora, quase dois anos e meio depois, a marca alemã mostra o novo Tigra (palavra que lembra Tigre), também feito sobre a plataforma do Corsa, e que será mostrado no próximo Salão de Genebra (Suíça), em março próximo.

A leva de pequenos conversíveis com capota metálica está cada vez maior entre os modelos europeus. Além do Peugeot 206CC, marcas como Nissan e Mercedes-Benz também têm carros desse segmento. Mas o novo Tigra vem com detalhes não encontrados nos concorrentes. Um deles é a capota que fica recolhida quase na vertical, feito que abre espaço no porta-malas, cuja capacidade é compatível com a de um sedã médio: 440 litros. Com capota recolhida, ficam apenas 250 litros. Apesar disso, como vão apenas duas pessoas a bordo, sobra um vão atrás dos bancos para levar mais 50 litros de bagagem. Nada mal.

As diferenças desse esportivo de garras afiadas continuam com o comando "um toque" para acionar a capota. Trata-se do mesmo princípio adotado nos vidros elétricos. Basta um toque no botão para o mecanismo da cobertura começar a funcionar. Aliás, essa capota é fabricada pela francesa Henri Heuliez, a mesma empresa que fornece para a Peugeot. Mas esse é apenas um ponto em comum com o rival 206CC, já que há mais itens exclusivos no Tigra. Um deles é a possibilidade de ter a parte de trás da capota pintada de uma cor diferente da usada no resto do carro. Isso para criar um efeito visual contrastante.

A cara dessa pequena fera vem com traços que seguem o estilo adotado na nova linha da Opel, onde se insere a terceira geração do Astra. Os faróis com dois refletores circulares de cada lado e a barra prateada na grade dianteira são dois dos sinais desse vínculo familiar. Como todo esportivo, não poderiam faltar as entradas de ar mais largas embutidas no pára-choque e os faróis auxiliares de neblina, além dos defletores de ar laterais. Na traseira, as lanternas invadem parte dos pára-lamas e da tampa do porta-malas. Para evitar surpresas desagradáveis, o vidro da capota é à prova de risco.

Na Europa, o novo Tigra Twim Top será oferecido com motor 1.4 de 90 cavalos ou 1.8 de 125 cv. O primeiro pode vir acoplado ao sistema de transmissão de inclui câmbio manual de cinco marchas, ou com embreagem automática, que dispensa o uso do pedal. O outro está disponível apenas com câmbio manual. Por enquanto, a marca alemã não divulgou números ligados ao desempenho. Essas informações serão veiculadas na época do lançamento oficial.